Rio São Paulinho

O Canal do Rio São Paulinho está localizado na região de Pitinga, há 4 km da sede do município de Candeias, e esse canal é uma das localidades limite com o município de São Francisco do Conde, e no rio concentra-se um pequeno paraíso ecológico, onde, a partir do local conhecido como Manguezal dos três tubos, que é a área de pesca mais estreita do canal, até a parte maior que deságua na baía de todos os santos, há uma extensão de aproximadamente 6 km de comprimento.
Esta parte do rio conhecida como Manguezal dos Três tubos é uma área bastante frequentada pelos pescadores e marisqueiros de candeias, parte do canal que mede aproximadamente 15 metros de largura com a maré baixa, e serve também como área de acampamento para quem faz pescas diárias e noturnas, pois existe um espaço à frente do canal para essas e outras utilidades. O Canal dos três tubos é bastante desfrutado por marisqueiros da região que praticam a extração de crustáceos, como: o caranguejo, o sururú, a lambreta, e o siri azul.
Além do manguezal dos Três tubos, existem também partes do rio que ficaram conhecidas, como: Domingos Barrão e Balsa; e emfim, o rio vai seguindo e chegando à frente da localidade do Rio do Cunha, em Passé, e aqui ele deságua da baía de todos os santos, como foi mencionado no começo dessa postagem.
Logo na chegada da região de Pitinga, frente ao entroncamento Candeias / São Francisco do Conde, por atrás da estação produtora de gás nomeada como "Estação Pitinga", existe um pequeno riacho oriundo da mistura das águas doce (águas da represa São Paulo) com as águas do mar; rio esse que é muto frequentado por marisqueiros do bairro Malembá, e até mesmo por jovens que saem em busca de aventuras encontrando esse pequeno riacho e utilizando o mesmo como um ponto lazer até os dias de hoje.
Seguindo pelo canal do São Paulinho, após o manguezal dos Três tubos, iremos encontrar o local que recebe o nome de um antigo morador, que é a área conhecida como Domingos Barrão, morador esse que passou parte de sua vida habitando num casebre entre os manguezais, e hoje falecido, ainda possui parentes que residem em Candeias, e até os dias de hoje, esse local que é parte do rio São Paulinho ficou conhecido pelo nome de Domingos Barrão. Para ter acesso a este local, antes de tomar o caminho para os três tubos, segue por uma estreita estrada reta de terra por mais ou menos 600 metros de distância, até a sua antiga morada.
Outra parte do rio que é bastante frequentada pelos pescadores de Candeias, que é a região chamada de "balsa", local esse onde há mais ou menos uma década atrás, havia no local uma balsa, e que por aqui se atracava (ver imagem da primeira fotografia), onde até os dias de hoje, existe uma rampa de concreto que foi construída para facilitar o acesso de veículos à embarcação, transporte esse que era de propriedade da Petrobras, e usada no deslocamento desses veículos à ilha de Maré com o objetivo de executar manutenções nos poços de petróleo existentes ali. Quando em tempos vagos, e a balsa se encontrava atracada em dias que não havia manutenção nos poços de petróleo, pescadores a usava como uma forma de ponte, e, de cima da balsa, eram lançados pelos pescadores os anzóis, jererés, e outras armas de pescaria, com o objetivo de captura de peixes e crustáceos.
Como maioria dos rios de água salobra, o São Paulinho é dotado de um rico ecossistema chamado de Manguezal, transformando o rio em uma área de grande importância, não somente para os Candeenses, mas por toda a comunidade pesqueira que residem próximos à baía de todos os santos, pois, além de haver um amplo campo petrolífero em suas proximidades, a área é vista como área de reprodução de várias espécies de peixes e crustáceos, que se reproduzem nesse local como acontece em todas as regiões onde existem manguezais, pois a finalidade do mesmo serve como área reprodutiva e de fornecer organismos para o sustento dos seres vivos marinho.
A bacia hidrográfica do rio São Paulinho limita-se ao norte (N) com a bacia do rio Joanes, ao Sul (S) com a BTS, ao leste (E) com as bacias dos rios Bonessu, Petecada e Jacarecanga, e a oeste (W) com as bacias dos rios Paramirim e Mataripe. Apresenta uma área de drenagem de 37 km², vazão média de 0,3 m3. s-1, uma extensão total de 17 km, sendo que 9 km do seu curso médio são margeados por manchas de manguezais. Deságua na BTS no sentido norte-sul, abrangendo os municípios de São Francisco e Candeias, os povoados de Querente, Dendê e Caboto. O Rio São Paulo não é tributário de nenhum outro rio, nem possui grande afluente.
De acordo com as pesquisas realizadas de (RAMOS JUNIOR, Antonio Bomfim da Silva. Hidroquímica do rio São Paulo, recôncavo baiano. Dissertação:  (Mestrado em Geoquímica: Petróleo e Meio Ambiente) - Instituto de Geociências, Universidade Federal da Bahia, 2012., concluiu-se que as atividades antrópicas lançam diversos poluentes industriais na região de Candeias, com potenciais riscos ao meio ambiente e muito deles venenosos a espécie humana. Sendo de fundamental importância mensurar os parâmetros físico-químicos com o objetivo de compreender os problemas que acometem o rio São Paulo. Foram amostrados 30 pontos ao longo do rio, com análises pontuais dos parâmetros, todos medidos in situ, utilizando a sonda multiparâmetro/Manta 2. Os parâmetros físico-químicos apresentaram valores acima do estabelecido pela resolução do CONAMA 357/05, além de agrupamentos hierárquicos distintos devido às diferentes correlações existentes. Desta forma, nota-se que as águas do rio São Paulo encontram-se imprópria para o consumo humano e com um grande potencial de risco ambiental. Na próxima fotografia, o local conhecido por muitos como Balsa, e à sua frente, a localidade da Estação Pedra Branca, possuindo um aqui pequeno cais que é bastante usado por barqueiros e pescadores..
Embora as águas do São Paulinho estejam de forma inapropriada para o uso, devido à poluição industrial sobre o rio, muitos pescadores ainda reconhece o rio como um rio de grande importância para a cidade de Candeias e região; mesmo com a poluição que assola esse estuário, o rio é considerado como uma das principais áreas de reprodução da baía de todos os santos, e que, havendo a escassez dos crustáceos nessa localidade, grande parte da baía de todos os santos seria também afetada com os danos pois, é nesse estuário que grande parte desses peixes, crustáceos e moluscos são extraídos e comercializados em feiras livres, vilas de pescadores, e nos diversos tipos de comércios das cidades. O caranguejo, a ostra, o sururú, e o siri são os crustáceos mais extraídos destes manguezais, assim também como o peixe e as outras espécies.
O movimento portuário e a refinaria de petróleo que fica nas proximidades desse rio são os grandes responsáveis pelos diversos desastres ambientais na região de Aratu e Mataripe, e que envolve as diversas comunidades próximas, a exemplo de: ilha de Maré, Madre de Deus, São Francisco do Conde, ilha dos Frades, e outras margeadas pela baía de todos os santos. O rompimento de dutos e a movimentação de cargas realizadas por embarcações que se atracam no Porto de Candeias vem comprometendo os manguezais e os corais presentes não somente na baía de Aratu, mas também os que predominam às margens do São Paulinho, onde também as comunidades quilombolas que estão nas proximidades do rio e das ilhas vizinhas vem sendo vítimas dessas diversas consequências, onde grande parte dessas indústrias instaladas no município de Candeias tem prestado um grande papel de poluidores ambientais.
infelizmente, o desenvolvimento industrial na cidade de Candeias não tem sido tão satisfatório aos moradores da cidade, principalmente aos pescadores e marisqueiros, que vem enfrentando essa dura realidade chamada contaminação química sobre os alimentos.
A ilha de Maré, região próxima ao São Paulinho, também tem sofrido as consequências por conta da exagerada industrialização em Candeias; No ano de 2016, numa pesquisa desenvolvida pela Professora Neuza Miranda, Professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), foram coletadas amostra de sangue e de cabelos em 116 crianças da ilha de Maré para exames laboratoriais, onde os resultados dessas amostras coletadas apresentaram valores elevados de chumbo. o chumbo é um metal considerado neurotóxico, que compromete o sistema nervoso humano, compromete também à inteligência e o desenvolvimento cognitivo das crianças, e afeta o desenvolvimento neuropsicomotor, além de que pode retardar o crescimento e o desenvolvimento infantil. A análise do material coletado indicou que no chumbinho havia até dezesseis microgramas de chumbo por grama do marisco, isto é, uma concentração oito vezes maior do que o índice permitido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). De acordo com o órgão, o limite máximo de chumbo presente nos alimentos deve ser de até 2 µg/g. O diagnóstico no siri e no sururu também ultrapassou os índices considerados toleráveis para a saúde humana, sendo de 2,17 µg/g e 3,19 mg/g, respectivamente.
Já a análise do chumbo no cabelo e sangue das crianças também indicou números alarmantes. Os resultados da pesquisa mostraram que há níveis de até 19,2 microgramas do metal pesado por decilitro de sangue. Os exames no cabelo apontaram que a quantidade de chumbo chega a 21,2 microgramas por grama de cabelo. Os dados da OMS (Organização Mundial de Saúde) consideram que o limite de concentração deste elemento químico no corpo humano deve ser de no máximo 10 µg.
Desastres ambientais que já ocorreram em volta desse estuário comprometem as espécies marinhas que servem como fonte de alimento para os nativos da região, mas, esses crustáceos vem diminuindo a cada dia por motivo da contaminação causada pelas industrialização. 
Um dos maiores desastres ambientais que mais degradou o rio São Paulinho aconteceu no ano de 2009, foi quando milhares de peixes de pelo menos 20 espécies apareceram mortos ao longo do rio, nas proximidades da comunidade de Passé; Carapebas, vermelhos, peixes voadores, baiacús, tainhas, cabeçudos, linguados, bom nomes, e outras tantas espécies se estendiam pelas águas e margens do mangue. Uma raia de mais de 20 kilos, prenha, foi encontrada morta pelos moradores. Pescadores locais afirmam que a mortandade teve início por volta das 9 horas da manhã de sexta-feira, dia 21 de agosto de 2009, em uma região próxima a dois canos de despejo de resíduos das empresas Dow Química e Proquigél. Técnicos do Instituto do Meio Ambiente estiveram no local no dia do ocorrido e colheram material em seis espécies de peixes para investigar a causa do incidente. O incidente provocou em apenas um dia a mortandade de: 10.000 quilos de peixes de diversas espécies. A Reportagem do Jornal A Tarde percorreu a região de barco na manhã do dia seguinte e constatou que duas marés de enchente e duas de vazante depois do início da mortandade havia peixes mortos em mais de oito quilômetros de extensão, atingindo não só a comunidade de Passé, mas também a de ilha dos Frades e Madre de Deus. O incidente acontece na região quatro meses depois que um derramamento de óleo deixou centenas de pescadores sem trabalho nem fonte de sustento. Naquela ocasião, houve redução de cerca de 70% da pesca, relatou os Moradores da Região de Passé. Na Época, O Instituto do Meio Ambiente, (IMA, informou por meio de sua assessoria, que recebeu a denúncia às 14 horas do dia 21 de agosto de 2009 e enviou dois técnicos ao local que colheram amostras de água e peixes para análise laboratorial no Senai/SETN. De antemão, a empresa descartou o derramamento de óleo como causa do incidente. Essa não é a primeira vez que aparecem peixes mortos nesta região, não sabemos o porquê de algumas providências não terem sidos tomadas de imediato, mas, moradores da cidade de Candeias sofrem com esses  prejuízos causados no mar.
O mais recente desastre ambiental que ocorreu no São Paulinho deixou diversas manchas de óleo sobre o mar, comprometendo também a fauna local. No dia 08/06/2018, sexta feira, final de tarde, uma linha de produção que fazia a transferência de água oleosa entre a estação Pedra Branca e o Parque São Paulo rompeu-se, numa área de pesca conhecida como Balsa, em Pitinga, foi onde o óleo acabou se espalhando nas águas e degradando parte da fauna existente nas margens do rio. A Petrobras só teve conhecimento do ocorrido no dia seguinte através de denúncias por parte dos moradores da localidade de Passé, distrito de Candeias, e que fica próximo ao São Paulinho, moradores esses que utilizam com frequência a área nas atividades pesqueiras. De acordo com a SINDAE-BA, diretores do Sindipetro Bahia, Gilson Sampaio, Jairo Batista e João Marcos foram ao local do vazamento e culparam a atual gestão da Petrobrás pelo acidente. Na área afetada o serviço era em regime de turno ininterrupto (24 horas) com operadores próprios. Após o desligamento em massa desses trabalhadores, a unidade passou a ser operada por empresas terceirizadas em regime de sobreaviso de 12 horas. Com isso, houve a redução e precarização da mão de obra e problemas na manutenção dos dutos. 
No dia seguinte do ocorrido, mantivemos o contato com Elivandro Paraguaçú, um dos representantes dos pescadores e marisqueiros da região e que também luta em defesa da preservação ambiental, e foi confirmado pelo mesmo o acidente no rio, e então, recebemos o convite de imediato para acompanhar Elivandro até o local danificado.  Elivandro Paraguaçú já é bastante conhecido pelos pescadores e marisqueiros de Candeias e ilha de Maré, onde esse cidadão exerce uma função em favor da nossa área pesqueira e contra a degradação ambiental causada pela industrialização na cidade. O vídeo a seguir mostra a reportagem do Jornal da Band Bahia relatando o ocorrido.
Em site, a Petrobras informou que o vazamento ocorreu de um metro cúbico de água oleosa em um duto, na região, e que imediatamente a companhia interrompeu a produção da linha e iniciou-se a limpeza da área. Equipes de monitoramento ambiental se deslocaram de imediato para analisar o ocorrido, e em seguida, solicitou a limpeza do rio, onde bóias de contenção de óleo foram colocadas no local do desastre para que, assim, fosse evitado de o óleo se espalhar para as regiões vizinhas, porém, a grande preocupação dos moradores das cidades vizinhas é de toda essa contaminação seguir para as suas cidades com o movimento de vazante e enchente da maré.  Na segunda feira, dia 11, houve um protesto por parte de moradores da ilha de Maré e do distrito de Passé reivindicando providência pelo desastre e pelas famílias que vivem da pesca, e que estavam inconformados com o acontecido no São Paulinho, onde a contaminação provocou desequilíbrio ao meio ambiente, interrompendo as atividades pesqueiras na região. A Secretaria de Meio Ambiente de Candeias (SEMA) aplicou uma multa de 5 milhões de reais sobre a Petrobras por motivo do desastre ambiental, pois parte da fauna foi prejudicada com o vazamento do água oleosa. Após o ocorrido, a empresa não citou nada sobre o acidente, porém, relatou que não houve danos às pessoas que praticam atividades de pesca no local e que presenciaram o momento em que o produto de espalhou pelas águas do São Paulinho.
A Confusão e os protestos não acabaram por aí. No dia seguinte, terça feira (12), um grupo de pescadores voltou a protestar, ocupando uma das lanchas que fazia a retirada do material que contaminou o rio, impedindo a conclusão dos serviços de limpeza e análise , foi quando a Capitania dos portos, a marinha e a polícia foram acionados para tentar controlar o situação, e, em seguida, houve negociação entre os órgãos e os pescadores, e após a negociação, por volta das 17:00hs, os pescadores resolveram liberar a lancha para a conclusão dos serviços.
Na quarta-feira (13), integrantes do Conselho Estadual do Turismo aprovaram moção de protesto para cobrar da Petrobras providências urgentes, a fim de assegurar a plena recuperação da área atingida.
Os danos causados pelo acidente foram relatados durante a reunião, na sede da Setur-BA (Avenida Tancredo Neves), em Salvador, pelo vice-presidente da Câmara de Turismo da Baía de Todos-os-Santos, Moysés Cafezeiro.
“Os danos atingem o meio ambiente e causam imenso prejuízo ao turismo”, disse o vice-presidente da Câmara da BTS, Moysés Cafezeiro, que visitou a área afetada nesta terça-feira (12). “São necessárias medidas de contenção dos danos e ações cautelares para impedir que acidentes desta natureza voltem a ocorrer”, alertou. 
Confiram em fotografias algumas cenas do desastre no rio: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12.

De tudo aquilo que presenciamos nas rotinas diárias, temos a convicção de que a maioria das dificuldades ambientais é o resultado do mau comportamento do homem. Os problemas de contaminação petrolífera em ambiente marinho, como muitos outros problemas ambientais graves, exigem uma prevenção, precaução e correção das atividades com o objetivo fundamental de se evitar impactos ambientais derivados dos derramamentos de petróleo nesse meio.
O petróleo é composto principalmente de vários hidrocarbonetos e, em porcentagens menores, também nitrogênio, enxofre e oxigênio. Assim, acidentes em que há vazamento de petróleo no mar, fazem com que estes compostos afetem plantas, peixes, mamíferos e toda a vida animal e vegetal de determinado ecossistema. O petróleo mata primeiro o plâncton, ou seja, os microrganismos vegetais e animais dos quais os peixes se alimentam. Dessa forma ocorre reações em cadeia, tipo:
-Morte de peixes por envenenamento;
-Bloqueamento da luz solar que acabam prejudicando as algas marinhas onde as mesmas deixam de realizar a fotossíntese, ou seja, a liberação do gás carbônico liberando oxigênio para o ambiente resultando a morte de peixes por falta de oxigênio, ocorrendo também a morte por intoxicação com o óleo vazado;
-Acúmulo de substâncias tóxicas que se acumulam nos tecidos de mamíferos, tartarugas e peixes causando distúrbios reprodutivos.
-Pernas de aves ficam impregnadas de óleo e elas acabam afundando e morrendo afogadas.
Com o derramamento, mangues próximos têm as raízes de suas árvores impregnadas pelo petróleo e assim elas morrem. Peixes, crustáceos e outros animais, que vivem próximo ao mangue, morrem pela falta destas árvores.
"O rio que ostenta fontes de riquezas naturais representa uma grande importância para nós pescadores e marisqueiros que dependemos desse ecossistema para sobrevivermos, pois com a prolongada contaminação do estuário, famílias que dependem da pesca correm o risco de sofrer a escassez de alimento, sendo que o rio tem sido muito produtivo em relação à extração de frutos do mar, suprindo as necessidades, não somente dos moradores de Candeias, mas, pescadores das cidades próximas a exemplo de Madre de Deus, São Francisco do Conde, Simões Filho, Salvador e ilhas próximas, que dependem do rio para praticar a pesca, já que é visto como um grande viveiro e uma grande área de reprodução da região, com sua flora que exibe uma vasta beleza, mesmo sofrendo diversas agressões ambientais por parte das indústrias, o manguezal insiste em se prolongar firme às margens do rio".
A vegetação que existe ao redor do São Paulinho vem sofrendo por conta da contaminação, resultando no desaparecimento de mais de 1 km de pés de mangue, onde desde a parte do deságue do rio, que fica de frente ao Rio do Cunha, até às proximidades da região chamada Norte, na ilha de Maré, esses mangues se estendiam e ostentava beleza nesse canal que divide a ilha do distrito de Passé, mas, infelizmente, essa grande parte de mangue veio desaparecendo ao longo do tempo, e, além do caso da contaminação nas águas, ainda prevalece a falta de consciência humana, que faz das nossas praias  e manguezais um verdadeiro depósito de lixo, poluindo ainda mais o nosso patrimônio ambiental.
Outro problema que tem prejudicado as atividades pesqueira no local, é a pesca predatória do caranguejo Uçá e do guaiamum ovados, pesca essa praticada por catadores que desconhecem os futuros danos ambientais causado por esse tipo de prática, quando estudos apontam o Período do defeso, período esse em que a captura dessas espécies torna-se proibida; é uma fase considerada de fase da reprodução.
A Pesca predatória coloca em risco a extinção dessas espécies, sendo que, o IBAMA já adverte a respeito da captura dessas espécies em período de defeso , porém, alguns moradores da cidade, desprovidos desse conhecimento, praticam atitudes semelhantes, não havendo qualquer forma de fiscalização por parte dos poderes nessa localidade.
Saiba mais acessando a postagem que fala sobre a Represa São Paulo , represa essa a qual as suas águas fazem um percusso de mais de 1,5 km até misturar-se às águas do mar, em Pitinga, no canal do São Paulinho. Veja o mapa completo do rio Aqui

2 comentários:

  1. Poxa,meu caro,estas informações aqui expostas me deixaram apreensivo e ao mesmo tempo mais instruído sobre a Costa de Candeias... É uma cidade que conheci a pouco tempo e que descobri raizes,e adorei logo de primeira, como gosto de praticar pesca esportiva, fiquei curioso sobre as opções desta Cidade, e me preocupa estes descuidos por parte das empresas e de alguns cidadãos sobre os poluentes lançados nestas bacias,mas com cidadãos conscientes como VC, e que traz a informação a luz da verdade, fico feliz, pois sei que ainda tem gente lutando para melhorar nosso meio ambiente, grato,abraços!!

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  2. Muito obrigado pelo comentário, amigo! Temos de relatar muitas coisas que não são levadas à mente de alguns seres humanos, principalmente, quando se trata da saúde e do meio ambiente, onde muitos povos acham que estão vivendo bem, porém, estão vivendo na mais agravante contaminação, sendo que, poucos são os assuntos abordados que se referem às consequências provocadas pela industrialização em excesso, prejudicando assim à saúde humana e, sem contar com a destruição do ecossistema que está associado a esse excesso de indústrias num numa cidade.
    Já pratiquei também atividades de pesca com meu pai mas, com o passar do tempo, eu e meus amigos passamos a praticar somente a mariscagem. Bom dia!

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