Lagoa da CCC - Área de Proteção Ambiental

 A APA (Área de Proteção Ambiental) lagoa da CCC está localizada no município de Candeias, região metropolitana da capital Salvador, nas proximidades dos bairros de: Urbis I, Nova Candeias, centro, Pitanga, Nova Brasília, e Ouro Negro; tendo o seu principal acesso pela BA-523, 1 quilômetro e meio após o trevo do petróleo, chegando enfim no bairro de Urbis I, que é o principal acesso à lagoa.
 Ao centro dessa área de preservação, 264,49 M² é ocupada por essa lagoa que tem a sua microbacia cortada ao meio por uma linha férrea acontecendo a locomoção de trens cargueiros da Concessionária Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), atual concessionária da linha, sendo que no passado, por volta dos anos de 1907, a mesma linha férrea era usada para deslocar passageiros de vários municípios da região metropolitana de Salvador até Candeias, com destino a essa atual estação de trem que se encontra próxima ao Centro da cidade.
 Nessa pequena reserva ambiental abriga-se uma fauna e uma flora exuberante e que encanta aos amantes da natureza. Composta por uma biodiversidade em aves e pássaros, plantas, e alguns mamíferos, já que parte da fauna e da flora do município estão aqui presentes e, esse é um dos motivos pelo qual diversos moradores do município consideram essa reserva como uma área de grande importância ambiental.
 Sobre a sigla CCC (Companhia de Carbonos Coloidais) é sigla de uma antiga fábrica que havia no município no ano de 1960 e, após 30 anos de sua existência, a Fábrica fechou as suas portas, no ano de 1990, deixando um grande rastro de poluição quando, no período de seu funcionamento, muitos dos moradores de regiões próximas à fábrica, como a exemplo do bairro de Nova Brasília, foram obrigados a venderem as suas casas com intuito de se livrarem do rastro de poluição. Essa foi a primeira indústria petroquímica do estado da Bahia. Candeias: história da terra do petróleo. Historiador Jair Cardoso dos Santos. Gráfica Salesiano 2008.
 A prática de atividades pesqueiras é uma rotina comum onde, moradores dos bairros mais próximos utilizam o lago para esses fins; mesmo com a qualidade da água comprometida pela poluição, alguns afirmam que a necessidade pelo pescado fala mais alto. "Essa lagoa já matou a fome de muitas pessoas aqui do bairro" afirmou um dos pescadores que reside no bairro Urbis I. Peixes como: traíra, tilápia e acará são os mais encontrados.
 Nas décadas dos anos de 1980 e 1990 foram épocas em que ocorreram grande número de registros por afogamento, foi a época onde muitos moradores da cidade sentiam temor, até mesmo de visitar a lagoa, incluindo também a questão da segurança que não contempla essa região, no entanto, moradores de bairros mais próximos ainda praticam atividades físicas, caça (muitas delas predatórias), pesca e montarias; já que as pastagens existentes por aqui também são aproveitadas por boiadeiros das localidades Urbis I, Ouro Negro e Nova Candeias no intuito de aproveitar do espaço para a criação de gado. Aqui acontece eventos de corrida de cavalo sempre aos domingos de verão, contendo um espaço utilizado pelos vaqueiros como uma das formas de diversão realizadas nesses eventos.
 A linha férrea que corta não somente a lagoa, mas, toda a reserva dessa APA,  é utilizada por muitos como trilha ecológica (prática não aconselhável) desfrutando de uma bela visibilidade em seus arredores que são representados por pequenas reservas de vegetação variada, porém, todo cuidado é pouco, já que acontece a movimentação de trens cargueiros, como foi mencionado no início dessa postagem, não transparecendo uma certeza de segurança. Além dessa trilha, há outras que também são pouco utilizadas por moradores devido a essa questão da segurança; um caminho com ambientes agradáveis em verdes exuberantes que nos destina ao bairro da Nova Brasília, à pequena comunidade conhecida como "Matança", nome pelo qual é conhecida a comunidade pelo fato de haver em suas proximidades abatedouros de gado, e assim ficou conhecido esse lugarejo. Fica nas proximidades da garagem da empresa Global e do TECAN (Terminal de Candeias) na usina de Biodiesel.
 
Conhecendo a fauna local
 Devido ao desmatamento em massa que veio ocorrendo a partir do final da década de 90 na região de Pitinga, seguido de queimadas e da extração ilegal de madeiras, grande parte da fauna candeense veio se dissipando e animais como o veado, preá, o tatu, a jaguatirica, o cachorro do mato, e outras espécies de mamíferos saíram a procura de novos ‘habitats’, e outros, infelizmente foram vítimas da caça predatória, porém, alguns desses ainda usam de resistência nessas regiões afetadas mesmo com esses frequentes crimes ambientais; ainda é possível avistar algumas das espécies.


Mico (Callithrix jacchus) Espécie exótica e presente na região 

Candeias é um município onde a natureza padece aos poucos, e o caso é tratado com bastante insensatez, além de ser uma tarefa muito difícil para nós que é o de proteger e de lutar contra os possíveis degradadores que colocam em extinção os seres viventes desses ecossistemas, e sem conservação da vida silvestre e da flora, o meio sofrerá um  grande estado de calamidade. Temos nascentes de água, manguezais, praias e outras importantes reservas, porém, alguma delas já ocupadas sem nenhum esforço. 
 Se os impactos ambientais no município continuarem a seguir nesse acelerado ritmo que vem ocorrendo, muito pouco restará para as próximas gerações, já que esses fatores colaboram com as mudanças climáticas que são causadas por esses e vários outros problemas; o desmatamento que provoca o desequilíbrio ambiental acaba afetando também a vida humana. Agora vamos falar um pouco mais da fauna.
 As variadas espécies de aves mais encontradas e que representam parte da fauna candeense estão presentes nesse pequeno espaço ecológico, são elas: sanã-parda, saracura-três-potes, frango d'água comum, frango d'água azul, tiziu, garrincha, casaca-de-couro, anu-preto, caga-sebo, saci, aracuã-de-barriga-branca, rolinha-roxa, martim-pescador-grande, urutau, arapaçú-de-bico-branco, socozinho, fogo-apagou, curuira-do-brejo, savacu, tuim, choca-listrada, surucuá-de-barriga-vermelha, acauã, araponguinha, maçaricão, gavião-carrapateiro, lavadeira, bem-te-vi, papa-capim, sanhaçu-cinzento, pardal, curió, quero-quero, caneleiro-preto, sebinho, irré, periquitão-maracanã, gavião-caracoleiro, socó-boi, pernilongo-de-costas-negras, freirinha, canário-da-terra, mergulhão-caçador, gavião-carijó, gavião-peneira, anu-branco, tangará-de-cabeça-vermelha, joão-de-barro, jaçanã (marrequinha), bacurau, juriti-gemedeira, neinei, e além de outras que estarei citando ao atualizar essa postagem.
 Dentre as muitas aves da região que estão presentes na fauna candeense, temos a casaca-de-couro (Pseudoseisura cristata), que é uma ave passeriforme da família Furnariidae e muito conhecida pelo seu canto, encontrada em grande número na zona rural. É conhecido também como carrega-madeira-do-sertão, Cacuruta e Catapirra (interior do Rio Grande do Norte), carrega-madeira-grande (Bahia) e joão-de-moura (Ceará). Nas regiões do sertão e seridó da Paraíba esta espécie é também chamada de cajaca-de-couro, cajaca-vermelha e casacão. 

Saracura-três-potes (Aramides Cajaneus)

A saracura-três-potes é uma espécie de ave da família rallidae, conhecida por muitos como sericora, três-cocos, saracura-do-brejo e outros nomes populares. Dificilmente pode ser vista, porém, pode ser ouvida em regiões alagadas, brejos, beira de rios, manguezais, e outras regiões semelhantes. Seus olhos avermelhados têm visão eficaz e é uma ave muito arisca, já que para fotografá-la de perto seria uma tarefa muito difícil, mas não impossível. O canto da saracura é um canto alto e formado na maioria das vezes por um dueto, geralmente oriundo do casal. Mede de 33 a 40 cm e chega a pesar até 466 gramas. Nas imediações da BR-523, à frente do ginásio poliesportivo de Candeias, nas reservas de matas, conseguimos escutar o seu canto, geralmente no começo da manhã e nos fins de tarde. Essa localidade mencionada é um local exclusivo onde as saracuras fazem de abrigo, sendo também uma área de reprodução e abrigo, além de outros tipos de aves que se utilizam daquela flora para seus momentos de repouso, como também nas proximidades da lagoa onde a ouvimos com muita facilidade.
Além de aves e pássaros que fazem parte desse ecossistema, encontramos também alguns mamíferos como o Tatu, a raposa, o veado, e o mico (espécie exótica). Espécies de répteis como: cágados, teiú, cobras, e outras espécies de lagartos. 
Grande parte das espécies de mamíferos foram desaparecendo ao longo dos anos devido ao desmatamento e queimadas que ocorrem com frequência nessas reservas, principalmente na região de Pitinga, é quando as espécies de animais silvestres não mais encontram vegetação para seu abrigo e sustento, elas acabam migrando para outras regiões, ou até mesmo para as cidades. 

O tatu (Dasypus novemcintus)

O tatu é uma espécie de mamífero da família dasypodidae  e é um mamífero que possui uma carapaça que cobre o seu corpo que é bem parecida com um tipo de armadura e geralmente se alimentam de insetos. Tendo seu nome de origem do tupi, são selvagens que costumam habitar em regiões de cerrados e locais úmidos com matas ciliares e florestas molhadas. De acordo com o site do National Geographic, um estudo publicado pela revista  PLoS Neglected Tropical Diseases, os tatus são portadores de bactérias que causam a hanseníase pelo fato de terem sidos contaminados com a doença pelo próprio homem.



A raposa (Lycalopex vetulus)

A raposa também é um mamífero que pode ser encontrado nas imediações da lagoa, e a espécie que encontramos é a raposa-do-campo. Recentemente, aparece com frequência na região e à beira da BA-523, especificamente aos horários noturnos, e costumam sair após o por do sol  em busca de alimentos. Galinhas é o seu alimento predileto. São animais vitimas de atropelamentos, já que costumam atravessar de uma via para outra e, à noite, dificultam um pouco a visão daqueles que estão ao volante; saem da mata e aparecem de repente na pista, algumas não conseguem se livrar dos automóveis, e acabam provocando acidentes.



                                                              Jaguatirica (Leopardus pardalis)

A jaguatirica pertence à família Felidae, e é mais uma dentre as espécies existentes na APA da lagoa, aqui no município de Candeias, e o animal também pode ser notado em outras localidades da cidade, a exemplo das regiões de Pitinga, Ouro Negro e Pindoba. Porte médio, com 72,6 a 100 cm de comprimento e peso entre 7 e 15,5 kg.
Animais como o veado e o mocó estão extintos da região e já se fizeram presentes nesse habitat, apesar de haver relatos de moradores locais de que ainda essas espécies são encontradas por aqui. 
O último aparecimento de jaguatirica na reserva da lagoa CCC ocorreu no dia 26/04/2021, foi quando duas espécies, ainda em fase de crescimento, foram vistas caminhando no final da tarde, por volta das 17:00 hs, numa área onde está concentrada umas das maiores reservas de vegetação. Ao notarem a presença humana foram desaparecendo de forma sutil para o meio da mata.
No vídeo a seguir, uma jaguatirica que foi atropelada nas proximidades da região conhecida como "Cinquenta" na BA-523, no dia 6 de fevereiro de 2019, foi quando Janatan Silva, conhecido como "Tam" passava pelo local e tentou socorrer o animal que estava desmaiado. Segundo informações, na época, o animal passou bem após ser socorrido pela polícia ambiental e ficou aos cuidados do órgão. O motorista que atropelou o animal disse que não teve como evitar o atropelamento, já que não conseguiu desviar o veículo para salvar o animal. 

Fica proibida a perseguição, destruição, caça ou apanha de animais silvestres, sejam eles de qualquer espécie em qualquer fase do seu desenvolvimento e que vivem naturalmente fora do cativeiro, constituindo a fauna silvestre, bem como seus ninhos, abrigos e criadouros naturais. Lei federal Nº 5.197, de 3 de Janeiro de 1967.

    Conhecendo a flora local

 Parte da remanescente flora da sede do município de Candeias está concentrada nessa importante APA que está representada por diversas espécies da mata atlântica, plantas e árvores do cerrado, onde muitas delas são consideradas ornamentais e medicinais, além de arbustos trepadeiras, e uma variada categoria de flores, assim, podemos citar duas das espécies, sendo elas umas das mais conhecidas no município, que são:

  • Dendezeiro (Elaeis guineensis) - Espécie originária da costa ocidental da África (Golfo da Guiné), ocupa um espaço considerável nessa região, sendo uma das mais se destacada. O dendezeiro, que é conhecido também como palmeira-de-dendê se adapta melhor próximos a uma nascente de água, brejo ou regiões onde há passagens de água, pois, nessas áreas alagadas elas se tornam ainda mais exuberantes e mais vistosas. O fruto do dendezeiro serve como fonte de alimentação para animais selvagens e é usado para a fabricação do óleo de dendê; óleo esse que está presente na composição de vários produtos, tais como: sabonete, vela, cosméticos, detergentes, batons, e outros produtos que contém essa matéria-prima.
  • Embaúba-branca (Cecropia pachystachya- Bela, alta e robusta, seu nome vem de origem do tupi; esta árvore que cresce cerca de 8 metros de altura se faz presente de forma abundante nesse ambiente úmido, sendo uma espécie atrativa a diversas espécies de aves. Pesquisas relatam que a embaúba é bastante útil para as florestas, pois, a mesma atua na regeneração de locais desmatados, sendo uma das primeiras a brotarem em locais que sofrem processos de degradação. Não produtora de madeira, a embaúba produz frutos que espalham sementes que fazem outras novas mudas nascerem auxiliando no reflorestamento do local, sendo que esses mesmos frutos servem como alimento para diversas espécies de aves; aves essas que, ao se deslocarem em busca de alimentos, acabam defecando sementes de frutos de outras árvores que por fim, ali nascem mudas de diferentes tipos, sem contar também que, a água que é extraída da sua raiz, em fins de tarde nas noites de lua cheia, é um santo remédio utilizado por muitos brasileiros. As árvores fêmeas são as que mais produzem a água, mas, requer práticas e cuidados no momento da retirada. Na próxima imagem, uma árvore embaúba vermelha em fase de crescimento.


  • Outras espécies
     Além da embaúba e do dendezeiro, podemos mencionar uma diversidade de árvores, arbustos e plantas na flora local, sendo muitas dessas espécies ornamentais além de plantas medicinais, são elas: Pau-pombo, jurubeba-grande, eucalipto, jenipapeiro, cajueiro, amendoeira, goiabeira, cajazeira, ingá-branco, murici, embiriba, mimosa-pigra, pimenta-de-macaco, são-gonçalinho, mamona, tiririca, maricá, piteira, araçá-mirim, maracujá-amarelo, maracujá-açu, mini-maracujá, jambeiro, erva-de-touro, sucupira, trepadeira-guaranaí, canela-de-velho, cidreira, pau-de-lacre, sombreiro, aroeira, jacarandá-de-espinho, melão-de-são-caetano, leucena (espécie invasora), chocalho-de-cascavel, bilreiro, côco-babaçú, bambu, jamelão, sanhaçaíba, graviola-montana, mata-cavalo, morototó (matataúba), janaúba-verdadeira, cansanção, corda-de-viola, planta-papagaio, cissus erosa, urtiga, alamanda-amarela, erva-de-jabuti, velame, onze horas, caetê-vermelho, lantana-camara, dama-da-noite, angelonia, barbasco, girassol-mexicano, mal-me-quer, ora-pro-nobis, vassourinha-de-botão, quitoco, sabiazeira, perpétua-roxa-do-mato, vassoura, grão-de-galo, insulina vegetal, ruélia azul, arnica-do-mato, bananeira, mamoeiro, orelha-de-onça, mata-pasto, botão-de-rosa-choque, comigo-ninguém-pode, rabujo, café-de-cipó, esporão, suzana-de-olhos-negros, buva, assa-peixe, caruru, sanquesia, pó-de-mico, erva-de-são-joão, coração-de-Jesus, fumo-bravo, dormideira, e outras que estarei citando temporalmente em que essa matéria vier passando por novas atualizações.
  • Ingá-branco (inga laurina) - Espécie que é bastante encontrada na CCC e a árvore pode chegar a alcançar 20 metros de altura. O ingá-branco começa a florescer entre os meses de agosto até dezembro e os seus frutos, que são como uma corda de feijão que são consumidos pela fauna em geral. Várias espécies de Ingá são utilizadas pelos indígenas no tratamento de problemas de saúde. De acordo com o Canal Dr. Saúde, há vários benefícios no ingá que ajuda nos problemas de: enxaquecas, problema gastrointestinal, obesidade, reumatismo, prevenção do câncer, artrite, aumenta a imunidade, baixa os níveis de colesterol, dores no corpo, queda de cabelo, prisão de ventre, e por conter a vitaminas A e vitamina E, possui vários outros benefícios para a saúde. Conheça o ingá na fotografia abaixo.

  • ingá-branco (inga laurina)

  • Matataúba (schefflera morototoni) - Outra espécie que embeleza a paisagem nessa pequena reserva são as árvores da espécie schefflera morototoni; espécie da qual costumamos de chamar de morototó, matataúba, mandioqueira, e outros nomes populares. São árvores de porte grande e que podem chegar a 30 metros de altura com tronco de 60 a 90 centímetros; são árvores nativas da América do Sul presentes no Brasil e que contribui bastante para o paisagismo, principalmente nos momentos de entardecer em dias de melhor visibilidade do pôr do sol, que é o momento no qual conseguimos registrar cenas incríveis envolvendo as morototonis. Alguns criadores dessas espécies afirmam que o chá da folha dessa árvore serve como um excelente analgésico, mas, antes de fazer o uso de qualquer medicamento, consulte o seu médico. 
  •  Mesmo reduzidos as ações do desmatamento e das queimadas na região da lagoa ao longo desses últimos 5 anos, essas espécies de árvores ainda continuam sendo vítima da ação humana, o que dificulta a proliferação dessas espécies que ainda são encontradas em pouca quantidade.
    Labutar com preservação ambiental no município vem sendo uma tarefa árdua e cheia de obstáculos; já que a inclusão do tema da sustentabilidade do meio ambiente está muito distante das pessoas, assim como a consciência ambiental que poderia ser gerada através de ações do poder público municipal.
    Nas imagens acima, ao lado esquerdo, a matataúba. Uma amostra de uma pequena árvore com cerca de 2,5 metros de altura, e, ao lado direito, podemos observar o momento do entardecer e a exuberância dessa linda árvore com mais de 20 metros de altura enfeitando o fim de tarde na mata.
     
  • Pimenta de macaco (Xylopia aromatica) - Essa espécie é bastante encontrada no meio dessa flora entre as falésias, aquelas que costumamos de chamar de "areal", e a sua proliferação tem se dado de forma abundante nos últimos 3 anos, como também nas proximidades da lagoa. 
  • A árvore é conhecida por diversos nomes populares, como: Pimenta de Macaco, Pimenta-de-negro, Pachinhos, Esfola bainha e em algumas regiões são conhecidas como Pindaíba por conta de seu formato; é de pequeno a médio porte nativa do Cerrado brasileiro, podendo chegar até 8 metros de altura. Planta muito ornamental, produz bela florada branca, que podem ser utilizadas para extração de um óleo muito aromático. Seus frutos se forem moídos, podem ser utilizados como substituto a Pimenta do Reino e atraem grande quantidade de pássaros e animais da fauna. 
     A árvore pimenta de macaco além de ser usado como pimenta de Reino, também possui muitas propriedades medicinais. Como exemplo, suas sementes e folhas são usadas em forma de banho para tratamento de feridas; Suas folhas também são usadas como antisséptico e no tratamento de hemorragias, úlceras e má digestão. Normalmente frutifica de dezembro a fevereiro, mas a época de frutificação pode variar de acordo com a região de cultivo. 
    Fonte: Safari Graden plantas exóticas.

  • Jurubeba (Solanum paniculatum) - Planta usada no tratamento de doenças do fígado, abscessos internos, feridas e úlceras, ajuda no emagrecimento, diminui a pressão sanguínea, trata baço inflamado, diabetes, problemas digestivos e inflamações.  A jurubeba não deve ser usada na gravidez, amamentação e por mais de 1 semana, pois pode causar intoxicação e aparecimento dos efeitos colaterais.  Fonte: tuasaude.com
  • Erva-de-touro (Tridax Procumbens) - Apesar de ser considerada uma planta invasora, é uma planta muito usada pelos indianos e africanos como para fins medicinais. É uma excelente antioxidante e inibe grande parte dos radicais livres nos testes realizados; ajuda a crescer cabelo e trata a calvice; o chá feito em dose relevante age como um excelente cicatrizante; ajuda nas inflamações e funciona como analgésico; combate a hemorragia. Mulheres grávidas e crianças devem usar com acompanhamento médico. Pessoas com pressão baixa, insuficiência cardíaca ou se os eu coração bate muito fraco também não deve usar. Pessoas com doenças autoimune não devem usar. Fonte: canal autor da própria saúde.
  • Canela-de-velho (Miconia albicans) - Usada popularmente no Brasil como protetora do fígado, depuradora do sangue, controla a glicemia, artrose, artrite, hérnia de disco, dores na coluna. Tem princípios ativos melhorando inflamações, melhora o funcionamento da insulina, e combate os radicais livres. Fonte: Canal autor da própria saúde.
  • Erva-cidreira (Lippia alba) - A lippia alba é usada para a elaboração de chá, principalmente pelos seus popularmente conhecidos efeitos calmante, analgésico e digestivo. Também é indicada como fitoterápico para ação expectorante, em casos de tosses causadas por gripes e resfriados, e utilizada para realização de compressas e banhos. Antiasmática, antidiarreica, antiespasmódica em cólicas hepáticas, sedante gastrointestinal e fortificante cerebral são algumas outras funções que possui. Fonte: Revista globo rural
  • Bilreiro (Guarea guidonia) - A casca é utilizada para fins medicinais, tendo propriedades vermífugas, febrífugas, laxantes e adstringentes, no tratamento de dores e tensão no globo ocular e conjuntivite. As cascas e raízes são usadas para provocarem vômitos, também possui ação sobre o útero e são utilizadas para estimular a menstruação. Fonte: Portal São Francisco. Antes de fazer uso de qualquer medicamento, procure seu médico.
  • Aroeira-vermelha (schinus terebinthifolius) - Conhecida também como pimenta-rosa, suas folhas e casca do troco servem para combater bactérias, infamações, reumatismos, úlceras, e ferimentos. Estudos americanos descobriram que a aroeira combate as super-bactérias, conseguindo bloquear o avanço de infecções hospitalares. Combate gastrites e úlceras gástricas. Planta de baixa toxicidade, porém pode causar processos alérgicos nas mucosas. Em doses muito elevadas pode causar leve anemia. Não deve ser usada por gestantes, nem por pessoas com sensibilidade à planta. Deve ser evitada em estados anêmicos.
  • Melão-de-são-caetano (Momordica charantia) - Regular os níveis de açúcar no sangue, ajudando por isso no tratamento da diabetes; ajudar no tratamento de problemas de pele, feridas, lesões na pele e eczemas; aliviar as picadas de insetos; ajuda no tratamento da prisão de ventre. O melão-de-são-caetano também é usado no tratamento de câncer, diabetes, HIV, gastrite, obesidade, infarto, fungicida, cicatrizante, anti-inflamatório, antibiótico. Pode causar infertilidade, hipoglicemia, risco de desenvolver favismo (tipo de anemia), alterações no fígado. Gestantes e lactantes, não devem consumir a planta. Saiba mais sobre contraindicações acessando o canal do YouTube Autor da própria saúde.
  • Mal-me-quer (Sphagneticola trilobata) - Também conhecida como picão-da-praia, a planta é usada no tratamento cicatrizante, bactericida, analgésico, inseticida, fígado, estômago, diabetes, câncer, inflamações, antioxidante, toxidade, vermífugo e antifúngico.
  • Caatinga-de-bode (Ageratum conyzoides) - Antioxidante semelhante à Vitamina C. Excelente contra piolhos (tópico). Ação analgésica (dor de cabeça, cólicas e articulações) e anti-inflamatória (articulações). Protege as cartilagens  nas artrites e artrose. Protetor gástrico e do fígado. Auxilia no Alzheimer, melhorando a memória. Cicatrizante e inibe de sangramentos. Combate anemias. Combate cólicas menstruais e o excesso de fluxo. Reduz a formação de pedras nos rins. Deve ser usado com moderação. Pessoas com problemas hepáticos ou renais devem evitar. As flores apresentam compostos tóxicos para o fígado.
  • Erva-de-santa-luzia - (Euphorbia hirta) - Antibiótico para bactérias intestinais. Combate diarréias. Em doses mais altas combate febres. Importante anti-inflamatório sobre o sistema respiratório. Combate alergias e asma. Ação ansiolítica e sedativa. Protetora das cartilagens em casos de artrite e artrose. Forte diurético e protetora dos rins. Em caso de HIV reduz a replicação viral. Inibe a absorção de carboidratos, auxiliando na diabetes e no emagrecimento. Potente antiofídica. Pessoas sensíveis à planta podem ter reação alérgica. Pode causar infertilidade masculina temporária no uso prolongado.
  • Tapa-buraco (Piper Aduncum) - É considerado estimulante do baço, do fígado e da vesícula, protetor do estômago, digestivo e contra gases intestinais. Externamente é utilizado como forte adstringente e cicatrizante. 
  • Quitoco (Pluchea sagittalis) - Excelente ação anti-inflamatória tópica e no uso interno. Eficiente para inflamações uterinas. Analgésica (dores de cabeça e cólicas) e ansiolítica, facilitando o sono. Auxilia no controle das convulsões. Protetor estomacal e do fígado (fibrose hepática). Melhora a reação imunológica em infecções. Não deve ser usado na gestação ou em casos de pessoas com lesão na medula. Em caso de dúvidas consulte o seu médico. 

  • Sobre o impacto socioambiental que afeta a lagoa

     A principal fonte poluidora que mais vem afetando a lagoa são os lançamentos de esgotos domésticos não tratados. Esse processo vem contribuindo ao longo desses anos alterando as características físicas, químicas e biológicas do ambiente, já que o resultado dessa poluição é perceptível, e que é caracterizada pelo excesso de despejos de resíduos líquidos oriundos de atividades de origem humana, podendo ser essas atividades domésticas ou industriais. 
     Boa parte do esgoto doméstico não tratado e que flui do município de Candeias acaba desaguando na lagoa; um processo preocupante e um dos mais prejudiciais às bacias hidrográficas que acumula uma quantidade de matéria orgânica. Esse fato acaba promovendo o desenvolvimento de plantas conhecidas como aguapé ou gigoga, que é uma grande indicadora da qualidade dos rios, porém, havendo um excesso no surgimento dessa planta, o espelho da água é coberto havendo a retenção da passagem da luz do dia para o ambiente aquático, já que micro-organismos que dependem dessa luz para para fornecer oxigênio num processo conhecido como fotossíntese; processo de grande importância para a fauna aquática, e, quando não ocorre esse fenômeno que gera às trocas gasosas entre a água e o ar, sucede a morte de peixes e outras espécies que dependem desse oxigênio e, com isso, podemos também mencionar o processo conhecido como eutrofização. 
     Os aguapés atuam como um filtro que se alimentam de resíduos suspensos na água desenvolvendo um papel de purificadores das bacias hidrográficas, porém, o excesso dessas plantas na superfície, que é causada pelo excesso desses nutrientes, acabam comprometendo de forma negativa a fauna aquática impedindo a passagem do oxigênio e, com isso, ocorre a mortandade de peixes e outras espécies, como foi mencionado no parágrafo anterior, além de dificultar também as atividades pesqueiras. 
     De acordo com especialistas, com a diminuição das chuvas a água do rio baixa e aumenta a concentração de esgoto e substâncias das quais essas plantas se alimentam. Baseado no depoimento dos biólogos Francisco Soares e Ribamar Rocha.

     
     De acordo com o infoescola, no Brasil, quase todos os rios possuem algum tipo de poluição. Algumas possíveis estratégias para evitar e diminuir a poluição dos rios é a implantação de sistemas de coleta e tratamento de esgotos, recuperação e revitalização dos cursos d’água, controle dos usos e ocupação do solo e correto manejo de resíduos sólidos. Além disso, conscientizar a população a respeito dos problemas causados pela poluição dos rios é fundamental.
     É bastante perceptível em nossos dias atuais que o município de Candeias vem se destacando, não somente pelo seu turismo e pela sua história, mas os relatos de crimes ambientais que por aqui ocorrem com frequência tem deixado marcas negativas num município que é margeado pela Baía de Todos-Os-Santos e que se tornou um acampamento de um desenfreado polo industrial, algo bastante agravante, tanto ao meio ambiente quanto às pessoas.
     Sem um sistema de tratamento de esgoto, que é um processo que auxilia na redução da contaminação das bacias hidrográficas, os demais rios que recebem as águas dessa lagoa, a exemplo da represa e do rio São Paulo, esses dois citados são diretamente afetados pela poluição, onde boa parte da vida existente nos manguezais também sofrem esses mesmos impactos, a exemplo dos crustáceos e moluscos, principais fontes de renda de muitas famílias candeenses, além de esgotos industriais que se tornam outro grande problema para o meio ambiente.       _
     Próximo ao bairro do Malembá, já na região de Pitinga, havia uma lagoa conhecida como "represa" que, na verdade, era um reservatório de água formado pela Petrobras com o intuito de armazenamento num pequeno pasto para usos da própria empresa, que distribuía essa água para vários setores para utilização nos processos de lavagem e outros fins; uma criatividade que era margeada por um grande conjunto de árvores de pinheiros e apresentava uma biodiversidade encantadora. A localidade atraía uma fauna e uma flora exuberante. A represa surgiu de uma nascente conhecida como "bica" que ainda encontramos  atualmente no bairro do Malembá e, esse reservatório de água era usufruído por diversos moradores de Candeias onde os mesmos desenvolviam atividades pesqueiras, porém, com o tempo, houve  um rompimento que liberou bastante água e com o excesso de despejos de esgoto doméstico que veio sendo despejado por longo período, evoluiu efeitos negativos, quando por volta do final da década de 90, uma grande concentração de matéria orgânica já era bastante visível a ponto de não visualizarmos a superfície do rio, mas, um grande excesso de plantas aguapés o escondia. O desmatamento em volta da represa também colaborou para esses impactos, já que parte dessa vegetação servia como mata ciliar. Esse pequeno reservatório que também desaguava nos manguezais de Pitinga, hoje encontra-se completamente poluído e inapropriado para o uso humano, já que os rios poluídos oferecem riscos também à saúde das pessoas.

    Focos de incêndio


     De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Brasil encerrou 2020 com o maior número de focos de queimadas em uma década. No ano passado, o país registrou 222.798 focos, contra 197.632 em 2019, um aumento de 12,7%. Os números só ficam atrás do recorde de 2010, quando o país registrou cerca de 319 mil focos.
     Dos dias 08 a 12/02/2021, mais focos de incêndio se alastraram nas proximidades da lagoa. O que não se sabe é se o incêndio deu-se de forma criminosa ou se ocorreu devido ao tempo de calor intenso, já que diversos dormentes descartados por funcionários que prestam serviços à empresa FCA foram encontrados próximos à mata, e cada um deles ardia em chamas, como se ocorrido tivesse acontecido de forma proposital a partir desse material. Os funcionários que prestam serviços à empresa foram procurados e a justificativa dada por eles foi a de que alguém colocou fogo nos dormentes, e a partir daquele momento foi feita a solicitação para o descarte legal desses restos de materiais, já que ali concentra-se uma área de proteção ambiental, o de descarte de materiais como esses torna-se inapropriado e proibido por lei.
     Durante os dias anteriores a esses impactos, não ocorreu dias quentes além da conta, mas, ainda não sabemos se esses danos foram provocados ou se ocorreu de forma acidental, já que as queimadas acontecem com frequência em vários pontos de bairros diferentes, sendo a maioria desses causados pela ação humana. 
     As queimadas alteram a qualidade do ar, causam desconforto em pessoas que enfrentam problemas de respiração, afeta a fauna comprometendo a biodiversidade, compromete a qualidade da água, além de lançar gases poluentes na atmosfera. 
     Como o clima do município de Candeias é um clima bastante úmido, isso propicia de haver menos focos de incêndio, já que na região chove com frequência e pelo fato de o município estar próximo ao mar, isso traz boas influências na qualidade do clima, mas, o que mais nos deixa preocupados é a maneira de como procedem os moradores locais, já que são pessoas difíceis de se labutar, havendo suas exceções, claro! Mas, tratando-se do tema "preservação", a situação fica um pouco mais complicada, mesmo que o poder público não costuma adotar medidas de melhorias ao meio ambiente, principalmente que estamos tratando de uma cidade industrial com um clima bastante comprometido pela poluição devido à emissão de gases poluentes que acabam afetando a saúde dos moradores a diversas doenças respiratórias e outras, sendo Candeias uma cidade portadora de um desequilíbrio ambiental presentemente.


    Rios: São Paulo, Imbirussu, Jacarecanga, Boneçu, Petecaba, Joanes, e outros que são afluentes do Joanes acompanhados de remanescentes de mata atlântica, manguezais, restingas, cerrados; além de riachos como: Passagem e São Miguel.
    Vegetação do município: Floresta ombrófila densa. Formação pioneiras com influência marinha (restinga) arbórea, formações pioneiras com influências fluviomarinha (mangue) arbórea.
    Arborização urbana: Manguba, ficus-benjamina, amendoeira, gameleira, sombreiro, jamelão, bisnagueira (espécie invasora), tamarineiro, chapéu-de-napoleão, acácia-rubra, nim indiano. Estas são as principais e as mais encontradas em praças e ruas.
    Tipo de Clima: Úmido
    Relevo: Baixada litorânea, planícies marinhas e fluviomarinhas. Altitude: 97,0 m; latitude (Sul): 12º40'04''; longitude (Oeste): 38º33'02''. 
    Temperatura: Fica entre 22º a 32º. No verão chega a 38º e no inverno chega a 19º.
    Área na qual aponta a fauna e flora: imagem
    Nota do autor do blog e agradecimentos: A postagem foi desenvolvida com o intuito de fazer transparecer ainda mais as belezas existentes no município de Candeias; belezas essas que vem enfrentando temporalmente o chamado "racismo ambiental", fator oriundo da população inconsciente que desconsidera o importante valor que tem a natureza promovendo uma série de degradações na flora. 
    Apesar dessa postagem ter sido elaborada no ano de 2008, um estudo mais detalhado sobre esse ecossistema iniciou-se em 8 de novembro de 2020 seguido de algumas dificuldades e desgastes, porém, feito com muito amor ao município e à natureza. O fato de eu atuar como fotógrafo colaborou bastante para catalogar cada planta, cada arbusto e cada árvore que compõe a vegetação presente.
    Diante de todo esse trabalho realizado, venho pedir a colaboração ao povo candeense para virem fazer parte dessa campanha de conscientização, não desmatando, não poluindo e não danificando as reservas remanescentes do nosso município. Os agradecimentos também ao professor Jair Cardoso por fazer a doação de mudas frutíferas e ornamentais para a reserva, foram elas: pitanga, jambo, lírio-do-brejo, boldo, moringa, além de outras. O professor que também é historiador e lançou o seu mais recente trabalho chamado "Candeias: histórias de fé e trabalho", pela editora Quarteto.
    Ao amigo Carlos taxista, morador do bairro Nova Brasília, onde também já veio promoveu ações de sustentabilidade na lagoa na soltura de espécies de peixes como: tambaqui, tambacu, e tilápia. As espécies foram criadas em sua própria residência e, tempos depois, foram soltas nessa APA.  
    Obs.: este conteúdo seguirá adiante sempre com novas atualizações para melhor destacar a fauna e a flora do município de Candeias. 

                             Marcelo é morador local e pratica a pesca na lagoa tirando daqui parte do seu sustento, afirmou.
    Atualizado em 09/06/2021

    16 comentários:

    1. Gostei muito do Blog, e interassante.

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    2. minha cidade ate que enfim apareceu ago sobre ela

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    3. Muito bom, bem explicativo, consegui todas as informações que necessitava. Obrigado.

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    4. As fotos estao otimas , e as informaçoes bem elaboradas
      valeu .

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    5. GOSTEI MUITO DO BLOG, TEM MUITAS COISAS Q NÃO SABIA A RESPEITO DA LAGOA DA CCC. MUITO IMPORTANTE.

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    6. Definitivamente uma excelente fonte de pesquisa. Os dados estão claros e demonstram confiabilidade e as fotos são de excelente qualidade. Apesar de morar aqui ha alguns anos, devo admitir que não fazia ideia da quantidade de dados e história que essa cidade possui.
      Muito bom trabalho!!!

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      1. Vlw, Obrigado pelo comentário amigo, estou tentando melhorar mais e mais.

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    7. Gostei das informações. Gostaria de saber a origem da lago, se foi a CCC quem fez e se sim, por quê?

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      1. Safira, Boa Noite! o lago sempre existiu e, depois, veio a petroquímica CCC.

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    8. Entao a lagoa n foi criada pelo humano e sim uma beleza criada por deus? Alguem sabe me responder

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    9. Parabéns meu amigo Gilmar pelo trabalho maravilhoso com o
      Meio ambiente.

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      1. Obrigado, Marcelo! Deus abençoe a vc.

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      2. Blog bem feito,fonte de grande conhecimento e pesquisa sobre nossa região,mim orgulha muito ter algo dessa qualidade apresentando nossa fauna e flora.
        Muito obrigado Gilmar.

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      3. Vlw, amigão! Que bom que vc gostou. Logo estarei inserindo mais informações na postagem. Fico feliz ao saber que o conteúdo está sendo útil para alguém. Abraços!

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