Pontos Turísticos da Cidade

O turismo é o movimento temporário de pessoas para destinos fora de seus locais habituais. Na Bahia, diversos municípios apoiam-se esse movimento para gerar fonte de renda, oferecendo o que há de bom em seus territórios: praias, dunas, rios, cachoeiros, cerrados, chapadas, ilhas, e muitos outros pontos que oferecem olhares encantadores para aqueles que se interessam em buscar novidades em suas rotinas diárias priorizando lugares onde há contato direto com a mãe natureza.
O município candeense talvez não seja um dos mais destacados em seus roteiros turísticos, porém, oferece também diversos pontos que são visitados com frequência, tanto pelo público das cidades vizinhas quanto por turistas vindo de outros estados e até mesmo estrangeiros que visam conhecer o os distritos pérolas do município (Caboto e Passé) afim de explorarem mais da sua história, assim também como os portos existentes na nossa Baía de Aratu e a igreja N. Srª das Candeias, que é um dos pontos mais visitados da região.
Nas últimas décadas, o turismo tem se destacado como uma das importantes atividades econômicas em todo o mundo e, dentre os pontos turísticos mais visitados da região de Candeias, temos:
- Museu Wanderley Pinho
- igreja N. Srª da Encarnação de Passé
- 1º Poço Comercial de Petróleo do Brasil
- Prainha de Aratu
- igreja N. Srª das Candeias e Fonte dos Milagres
- Rio São Paulinho

igreja N. Srª das Candeias
De acordo com a fonte do livro "Uma Luz Na Noite do Brasil", uma edição comemorativa do cinquentenário da Refinaria Landulpho Alves, na época do descobrimento do petróleo em 1941, Candeias era um centro de peregrinação para onde convergiam os romeiros de todas as regiões da Bahia, que vinham em busca de milagres atribuído às águas que corriam nas encostas da colina sagrada. 
Os festejo em louvor à imagem iniciavam-se no dia 24 de Janeiro e se estendiam até o dia 4 do mês seguinte. Mas o auge da festa era em 2 de fevereiro, considerado o dia maior do arraial. Os preparativos começavam desde o início de dezembro, com a nomeação da comissão que organizava  as festividades. Num domingo de Janeiro, um bando animador percorria as principais ruas do povoado com inúmeros cavaleiros, fanfarras e gente fantasiada.
Como a maioria das festas religiosas baianas, os festejo em louvor à N. Srª das Candeias possuía facetas diversas que se distinguiam e se complementavam - o profano e o religioso, o culto católico e os cultos afro-brasileiros Além das missas e procissões solenes, a festa tinha o ritual da "lavagem" da igreja, que era feita pelo "bloco das crioulas", um grupo de mulheres negras em trajes típicos de baiana, que percorriam as ruas e becos do povoado carregando moringas e potes, num cortejo ritmado por muito samba-de-roda.
Os romeiros começavam a chegar no início de setembro e esse movimento se estendia até fevereiro. Eles permaneciam ali entre um e três dias e se instalavam em casas alugadas, hospedagens simples ou até mesmo nas calçadas. As romarias tinham como objetivo conseguir da santa graças pelas curas das enfermidades e proteção para uma infinidade de outros infortúnios da vida. Para a fé popular, a santa especial poder de curar os que sofriam de alguma enfermidade  nos olhos; afinal, a chamada " virgem das Candeias" era considerada a guardiã das luzes contra as trevas. Na localidade, circulam ainda inúmeras histórias de milagres em pessoas que recuperaram a visão através do banho nas águas que eles afirmavam serem águas sagradas.
Os moradores de Candeias sabiam da procedência dos romeiros  pela forma como chegavam ao povoado. Os romeiros do recôncavo e Salvador geralmente vinham por mar em saveiros, que aportavam às margens do Rio São Paulo, chegavam no início de setembro; os do interior mais distante, genericamente denominado de sertão, vinham em caravanas, de animal, e chegavam em fevereiro. (Uma Luz Na Noite do Brasil Vol 1).

Rio São Paulo
O rio São Paulo, conhecido também como Rio São Paulinho, se tornou um marco na vida de muitos religiosos no passado, pois, nesse rio era feito o percurso pelos romeiros católicos que vinham da capital Salvador com destino ao povoado de Candeias e, na época, os religiosos chegavam a Candeias com seus saveiros, como foi mencionado na postagem anterior, fazendo diversos percursos avistando diversos distritos, como a exemplo de Passé (Candeias) encontrando a foz do rio São Paulo e ao lado a região do Coqueiro Grande (região pertencente ao município de São Francisco do Conde) e, seguindo rumo ao canal do rio São Paulo, tomavam destino à igreja matriz N Srª das Candeias para realizar suas preces, acreditando eles que receberiam milagres.
O rio São Paulinho é um estuário no qual disponibiliza um percurso de aproximadamente 6 km de comprimento, rodeado de belezas encantadoras exibindo um belo passeio ecológico.  Localidades como: ilha de maré (Salvador), Mapele (Simões Filho), Caípe e Coqueiro Grande (São Francisco do Conde) e outras regiões que fazem uso do estuário em atividades pesqueiras e até mesmo na caça.
O local tornou-se um dos pontos turísticos do município não somente por causa da pesca e da  história, mas, pelo fato também de receber visitas constantes de ambientalistas e biólogos, tanto brasileiros quanto estrangeiros, que chegam no rio com o intuito de elaborar pesquisas sobre o índice de qualidade das florestas de manguezais em ambientes impactados em parceria de universidades brasileiras e estrangeiras, sendo um dos pesquisadores do rio São Paulo: Antonio Bomfim da Silva Ramos, Doutor em Geologia Ambiental, Hidrogeologia e Recursos Hídricos (UFBA). Mestre em Geoquimica do Petróleo e Meio Ambiente (UFBA). Possui graduação em Ciências Biológicas com ênfase em Meio Ambiente. Além de Formação Técnica em Meio Ambiente. Bonfim vem desenvolvendo um trabalho na Baía de todos os santos com desenvolvimento em ações integradas e sustentáveis. 
O rio dispõe de um canal que corta parte de dois municípios, sendo uma dessas a região de Pitinga, em Candeias, e a outra parte é conhecida como "Coqueiro Grande" no município de São Francisco do Conde, e deságua na Baía de todos os santos como mostra a imagem acima. Uma linda flora repleta de três espécies de mangues, como a exemplo do mangue, branco, mangue preto e o mangue vermelho; havendo também espaços de apicuns (áreas provavelmente arenosas e extensas dentro do próprio ecossistema manguezal tendo a ausência da vegetação mangue, algumas semelhantes a campo de futebol, mas nessas áreas é possível ter vegetação herbácea) que formam pequenas piscinas com a enchente da maré embelezando ainda mais esses espaços livre da vegetação.
Considerada como uma área de grande produtividade pesqueira da região, a localidade de Pitinga tem um amplo manguezal que se estende até o distrito de Passé, região de Candeias
Apesar dos grandes impactos que vem ocorrendo no rio devido à poluição química de indústrias instaladas em suas proximidades, famílias que vivem da extração de crustáceos e moluscos utilizam-se desse berçário para retirar o seu sustento com as atividades pesqueiras.
No passado, ainda por volta dos anos de 1972, ainda havia uma pequena comunidade de moradores que habitava nas proximidades do Rio São Paulo e que viviam da pesca e da agricultura, trabalhavam com a fabricação de farinha e com a venda de frutas, tanto na capital Salvador quanto no próprio município Candeias; é uma região provida de belezas e muito bem conservada pelos pescadores e visitantes que utilizam a área, havendo pouco acúmulo de lixo, baixo nível de desmatamento dos manguezais e livre de atividades prejudiciais como a carcinicultura. A poluição química é o fator que mais compromete o ecossistema devido a presença das indústrias químicas e petroleiras.

Museu Wanderley Pinho
Localizado na enseada de Aratu, às margens da baía de todos os santos, na localidade de caboto, em Candeias, o antigo engenho de açúcar  que tinha por nome de: Engenho Freguesia (Atual Museu Wanderley Pinho), constituído no século XVI quando a primeira sesmaria foi concedida ao português Sebastião Álvares, nessa mesma região em 1560 como foi citado na postagens anteriores.
Quando as Sesmarias eram doadas, crescia o número de habitantes no lugar, e com isso, o lucro crescia também porque a produção de açúcar era bem maior com a mão de obra do povo (Muitos deles eram escravos trazidos pelos portugueses à região de Candeias), produto que era comercializado para várias partes do país e produto bem aceito no mercado europeu por ser de alto valor no tempo.
 Em 1584, as terras do engenho passam para Sebastião Farias, filho do primeiro; Gabriel Soares descreve o conjunto: "grandes edifícios, assim de engenho como de casas de purgar, de vivenda e outras oficinas...". Em 1624/25 os holandeses atacam e incendeiam o engenho e a igreja N. Srª da Piedade. Em 1680/90 o engenho é vendido a Antônio da Rocha Pita, Em 1760 Pertencia, nessa época, ao capitão Mor Cristóvão da Rocha Pita, neto de Antônio da Rocha Pita. Wanderley Pinho, devido ao fato de Cristóvão ter reconstruído a fábrica, sugere que poderia ter sido ele o construtor da atual casa. Nesta época, o engenho caboto é incorporado ao freguesia.


igreja N. Srª da Encarnação de Passé
Situada na parte mais alta do distrito de Passé, em Candeias, essa é uma das igrejas mais antigas da região metropolitana do Salvador, a matriz de Nossa Senhora da Encarnação do Passé, completamente abandonada e já não existe mais telhado. 
Ao fundo da igreja encontramos o cemitério e a sua frente uma vista privilegiada para a Baía de todos os santos, avistamos a ilha de Maré, o distrito de Caboto, Refinaria Landulpho Alves, Porto de Aratu, e a capital Salvador.
Nos anos de 1563, logo após a doação das sesmarias (Imensos lotes de terras) na região de Caboto, chegou à vez de Passé, onde padres jesuítas também foram beneficiados com esses imensos lotes de terras, afim de que a plantação de canaviais e a construção de engenhos fossem mais prósperas na região de Candeias.
Nesse tempo, Passé era um distrito de Salvador, assim como Caboto (Matoim), quando Candeias ainda era residida por poucos habitantes, mas com a descoberta do petróleo em 1941, o que era chamado de distrito da capital passou a ser cidade independente em alguns anos depois, sendo assim Passé e Matoim áreas pertencentes a Candeias, ou seja, distritos de Candeias.
Foi nessa localidade que, poucos anos após da doação da sesmaria em Caboto/Matoim, entre os anos de 1563 e 1566, os padres jesuítas da companhia de Jesus receberam uma sesmaria, onde multiplicaram-se os canaviais e os engenhos. Saiba mais

1º Poço Comercial de Petróleo do Brasil - Poço C-1
Em 1930, quando dois abnegados baianos, Manoel Bastos, topógrafo, engenheiro civil, pesquisador autodidata em geologia, e OSCAR Cordeiro, na época, presidente da bolsa de mercadoria na Bahia, crentes com suas convicções de que nesse estado havia petróleo, não descansaram enquanto não viram o ouro negro jorrar no lugar conhecido como Lobato, subúrbio de Salvador, mas não teve êxito, mas para muita gente o petróleo nasceu de verdade foi em Candeias, veja como: Depois do grande sinal que houve no Lobato em Salvador, de onde fluiu o Petróleo, os extratores pensaram da seguinte forma: agora, vamos atrás da acumulação; O Que fez depois do poço de Lobato foi procurar a acumulação comercial dele. A mesma sonda que perfurou em Lobato deslocava-se para Candeias, na Rua da igreja, quando chegava uma carreta com um guincho a sonda Nº 04 Oilwell, movida a diesel, sendo puxado por um trator tendo o auxilio de várias juntas de bois. A carreta deslocava-se para a fazenda do Coronel José Barbosa Ferreira, Fazenda São Paulinho, em área da atual planta de gás natural, onde perfurava o poço no dia 29 de Junho de 1941; com isso, jorrou o ouro negro e nascia o poço C-01 (Candeias-01) o primeiro poço comercial do Brasil. Saiba mais 

Prainha de Aratu
Conhecida por muitos como " Prainha da Boca do Rio" é um pequeno e lindo balneário que fica no município de Candeias, entre Caboto e Passagem dos Teixeiras. Um pequeno paraíso de águas cristalinas e provavelmente o ponto que recebe mais visitantes e turistas aqui no município, e um dos mais belos. Atores de novela, apresentadores e cantores passam por aqui, a exemplo de: Léo Santana, Scheila Carvalho, Toni Sales, Igor Kannário, Felipe Andreoli, Alexandre Balillari, e outros.
O acesso à praia dá-se através do distrito de Caboto, e será necessário o fretamento de uma embarcação, que custará por volta de R$ 50,00 a 60,00 reais, com capacidade mínima de 5 a 6 pessoas, a depender do tamanho da embarcação. Os próprios banhistas são responsáveis pela limpeza da praia e cabe a cada um visitante levar de volta o seu lixo produzido, contribuindo assim para um meio ambiente equilibrado. Saiba mais

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