Brasão, Bandeira e Hino do Município


Pela lei municipal nº 90, de 30 de junho de 1968, a câmara municipal de candeias instituiu o brasão da cidade de Candeias, com a seguinte descrição heráldica:

ESCUDO: em vermelho, contendo três torres de petróleo, em cor prateada nascente do abismo e um chefe de azul.
Duas pombas prateadas estendidas em espaço azul, encimando as torres.

INSIGNIA: coroa mural prateada com quatro torres.

LEMA:LUMEN tirado do refrão do canto da liturgia da festa da purificação "LUMEN AD REVELATIOMEM GENTIUM".
A cor vermelha exprime o fogo, a luz da candeia e a chama do petróleo, este indicado pelas três torres.
O azul exprime a purificação da nossa senhora, que ofereceu as duas pombas no templo.


Bandeira de Candeias

Hino à Candeias


1. Aos primeiros clarões da alvorada
    Do Brasil, feliz Terra da Cruz,
    De um engenho, Candeias amada,
    Vislumbraste tua senda de luz.

 REFRÃO:
     Deus te guie ó querida Candeias,
     Para que teu vigor tu bem uses
     Quando em paz, também quando guerreias,
     Sejas sempre a cidade das luzes.


2. Do verdor dos teus campos de cana
     Ao negrume do rico petróleo,
     És impulso da indústria baiana
     És da pátria, também capitólio.


3. Tua história é história de fé,
     De trabalho, de amor e civismo,
     Que teus filhos, vibrantes, de pé,
     Vitalizam com pleno idealismo.

 REFRÃO:
      Deus te guie ó querida Candeias
      Para que teu vigor tu bem uses
      Quando em paz, também quando guerreias,
      Sejas sempre a cidade das luzes


4. Cidadãos de outras plagas acolhes,
     Operários, turistas, romeiros...
     E zelosa, seus dons, tu recolhes,
     Para a vida abrir novos roteiros.


5. Que do bem, possas sempre gozar,
     Graças mil, sem cessar, noite e dia,
     Pelo ardor do teu povo a lidar
     Pelo amparo da Virgem Maria.

 REFRÃO:
      Deus te guie ó querida Candeias
      Para que teu vigor tu bem uses
      Quando em paz, também quando guerreias,
      Sejas sempre a cidade das luzes.

A história da formação de Candeias e de sua área urbana e populacional está intimamente vinculada aos diversos engenhos que funcionaram nas terras
que compreendem o seu território, principalmente nas Freguesias de Nossa Senhora da Encarnação do Passé e Nossa Senhora da Piedade de Matoim.
A Freguesia de Nossa Senhora da Encarnação do Passé se originou entre os anos de 1563 e 1566, quando os padres jesuítas da Companhia de Jesus receberam uma sesmaria, onde se multiplicaram os canaviais com seus respectivos engenhos, a exemplo do Engenho Pitanga que foi constituído nessa freguesia quase no mesmo período, assim como outros no século XVII: Jacarenga, Restinga, Querente, Petinga, Engenho Velho de Água e Mamão,
dentre outros.

No ano de 1643, o engenho de Pitanga foi vendido ao Colégio dos Jesuítas de Salvador, onde no local da antiga ermida foi erguido o Santuário de Nossa Senhora da Candelária, assumindo importância local, superando o próprio engenho, pois passou a ser comum a existência de romaria em homenagem a Nossa Senhora das Candeias, dinamizando o povoado com a movimentação de fiéis a partir do comércio religioso realizado nas proximidades da Igreja.
Com a expulsão dos jesuítas do Brasil, em 1760, as terras pertencentes ao Engenho de Pitanga foram leiloadas e arrematadas pelo coronel Jerônimo Queiroz, florescendo, a partir desse episódio, um lugarejo com poucas casas que se acomodavam em torno da igreja, que passou a ser chamado de Nossa Senhora das Candeias, consequência da devoção em torno daquela capela e da peregrinação que faziam naquele local.

A história da formação de Candeias e de sua área urbana e populacional está intimamente vinculada aos diversos engenhos que funcionaram nas terras
que compreendem o seu território, principalmente nas Freguesias de Nossa Senhora da Encarnação do Passé e Nossa Senhora da Piedade de Matoim.

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