1º Mutirão de Limpeza do Ano de 2019 Na Prainha de Aratu Grupo Maré Sustentável

O Grupo Maré Sustentável vem mais uma vez agradecer ao Criador de todas as coisas e a cada participante desse evento que ocorreu hoje, 15 de Janeiro de 2019, que foi o primeiro mutirão de limpeza de praias na cidade de Candeias.
Sem apoio de Ongs ou órgãos públicos, somos um grupo de banhistas que visamos promover ações que venham beneficiar os ambientes costeiros da cidade de Candeias e região, mostrando com todo empenho o desejo de preservar as praias e manguezais que vem sofrendo a cada dia os efeitos da ação atrópica a exemplo do lixo e da poluição de modo geral.
Hoje foi dia de limpeza na Prainha de Aratu. A praia é um local bastante badalado e que recebe um grande número de visitantes todos os dias de inverno a verão, e é o papel de cada um de nós lutarmos pela preservação do meio ambiente, que seja rios ou mares, o dever de cada um que frequenta esses ambientes deve ser o de conservação, evitando o descarte de lixos, a exemplo de sacolas plásticas, garrafa pet, vidro, copos descartáveis e todo tipo de objeto que venha mudar o aspecto natural desses ambientes.
No mutirão de hoje, mais de 150 kg de variados tipos de lixos foram removidos da Prainha de Aratu, dentre eles: latinhas de cerveja, sacolas plásticas, garrafas de vidro, copos e talheres descartáveis e outros descartes plásticos.
Descartes de resíduos semelhante a esses são praticados, na maioria das vezes, por banhistas e barraqueiros e que tem se tornado um grande problema que preocupa ambientalistas que desenvolvem trabalhos de preservação nas praias, pois, a contaminação do solo, das plantas e das águas, na maioria dos casos, é um problema que vem dos descartes de lixos e da poluição química.
A fotografia acima mostra a grande insensatez por parte de banhistas que vem à Prainha de Aratu para curtirem o seu dia de lazer não se preocupando com os futuros danos que podem causar essa grande quantidade de lixo deixados nas reservas ambientais, oferecendo riscos, principalmente à vida marinha, sendo que muitas delas servem como fonte de alimentação para muitas famílias que dependem da pesca.
A Tabela de tempo de decomposição é um instrumento que tem ajudado a sensibilizar Àqueles que não tem noção de que um ato como esse quando praticado, deixa marcas por dezenas e centenas de anos na natureza pois, cada tipo de lixo tem o seu tempo determinado para se degradar no meio ambiente.
Entre todos os materiais que podem ser retirados do meio ambiente e reciclados, o vidro é o que mais leva tempo para ser absorvido novamente, mesmo sendo uma produção de elementos naturais, como a sílica, presente na areia das praias. Isso ocorre porque a composição do vidro faz com que ele seja extremamente resistente às alterações climáticas.
Para se ter uma ideia, o tempo de decomposição de um copo descartável está entre 250 e 400 anos. Os copos descartáveis possuem em sua composição uma substância chamada Estireno, e segundo uma pesquisa desenvolvida pela UFBA (Universidade Federal da Bahia), em contato com o café quente, o copo pode soltar uma quantidade acima do considerado seguro pelo Ministério da Saúde, um dos riscos que isso pode causar é o câncer.
Quando as garrafas PET chegam aos oceanos, mares e rios, elas levam cerca de 400 anos no processo de degradação, podendo causar até a perda da biodiversidade. Além de tudo, acabam se transformando em microplástico, ou seja, pequenas partículas plásticas que são poluentes e tóxicas, sendo responsáveis por matar milhares de animais ao redor do mundo quando esses confundem essas partículas com comida.
Todas as embalagens causam algum tipo de impacto ambiental, mas a lata de alumínio é a que tem a menor contribuição negativa. A conclusão é da engenheira química Renata Bachmann Guimarães Valt, de Curitiba, que realizou estudo sobre o ciclo de vida de embalagens de PET, alumínio e vidro no Brasil.
O fato de a latinha de alumínio ter menos contribuição negativa no meio ambiente, não nos possibilita o descarte do objeto no meio ambiente, pois, nos dias atuais, as latinhas tem se tornado um objeto de reciclagem lucrativo para os catadores que praticam a coleta em prias, ruas e outros ambientes onde são descartadas as latinhas.
Enfim, a natureza e nós agradecemos a todos os colaboradores que nos ajudaram neste dia de mutirão e, aguardaremos os próximos trabalhos previstos para a praia do Museu e Rio São Paulinho, locais onde também passamos a nos dedicar da mesma forma como nós nos dedicamos pela Prainha da Boca do Rio, a mais famosa Prainha de Aratu.

5 comentários:

  1. Parabéns Gilmar e ao grupo Maré Sustentável que incansavelmente lutam nessa região pela preservação do meio ambiente com recursos próprios sem ajuda e apoio de órgãos públicos os quais não movem uma palha para a preservação dessas praias de Candeias.
    A Prainha é patrimônio Candeense e deveria ter sua limpeza feita periodicamente pela administração pública deste município o qual tem recursos suficientes para executar esta tarefa além de criar um programa de educação ambiental para quem a frequenta. Mas, infelizmente isto não ocorre.
    Além da falta de educação ambiental da maioria das pessoas e comerciantes, esta praia onde está localizado também o Centro de proteção ambiental da Braskem sofre com o lixo descartado irresponsavelmente e também pelo lixo que vem trazido pela maré descartado de outras localidades adjacentes.
    Se não fosse a louvável ação periódica do grupo Maré Sustentável os frequentadores teriam ali uma grande quantidade de lixo na praia como os leitores podem constatar neste mutirão documentado acima. Parabéns pela iniciativa.

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    1. Obrigado por nos prestigiar com esse comentário, Márcio! vc tem nos ajudado bastante com suas colocações positivas a respeito da preservação ambiental. Muito Obrigado! A prefeitura está pouco ligando em fazer esse trabalho nas praias. Eu soube através de um documento que, foi um dos órgãos aqui de salvador quem solicitou à PM de Candeias para não fazer a limpeza na Prainha porque era área periculosa, mas, o que esse órgão diz a respeito da Praia e da cidade de Madre de Deus!? onde temos a maior bomba existente nessa região, no entanto, nenhum órgão chegou em Madre proibindo das pessoas tomarem banho de praia ou coisa parecida; por aí vemos o que existe por trás de tudo isso.

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  2. Sempre vamos defender o meio ambiente.

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  3. Jilmar é o cara vai trabalhar comigo em 2020

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  4. Raimundo Santos Silva15 de fevereiro de 2019 23:24

    Parabéns a todos do grupo Maré Sustentável que incansavelmente lutam nessa região pela preservação do meio ambiente com recursos próprios sem ajuda e apoio de órgãos públicos os quais não movem uma palha para a preservação dessas praias de Candeias.
    A Prainha é patrimônio Candeense e deveria ter sua limpeza feita periodicamente pela administração pública deste município o qual tem recursos suficientes para executar esta tarefa além de criar um programa de educação ambiental para quem a frequenta. Mas, infelizmente isto não ocorre.

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