Passagem dos Teixeiras

O Distrito está situado nas margens da Baía de Salvador, da estrada de ferro, e da BR-324, estando mais próximo da cidade de Simões Filho, há 9 km. O Nome passagem é o nome de um dos engenhos que havia nesta localidade, complementando assim, com o sobrenome de seus antigos donos, os portugueses João Teixeira Barbosa e Manuel Teixeira Barbosa, os quais na guerra da independência do Brasil e da Bahia em 1822, fugiram para Salvador e enterraram no subsolo do sobrado uma grande quantidade de ouro e prata, sofrendo com  isso, os escravos Africanos, que trabalhavam no engenho, os quais foram obrigados a contar onde estava escondido o tesouro, sendo alguns deles torturados e até mortos pelo comandante das tropas brasileira, o General Francês Labatut, que, desenterrando assim o tesouro, o mesmo foi usado com despesas da guerra da independência em 2 de Julho de 1823. Até o ano de 1950, a família Teixeira ainda eram donos do Engenho Passagem e depois disso, venderam ao Dr. Oscar Tarquínio Pontes, que fez diversas escavações no local pensando encontrar restos de ouro e prata. Depois de tudo isso, o Engenho Passagem abrigou casa de farinha, salão de dança, posto policial e finalmente em 1973 foi desapropriado pelo governo da Bahia para implantação do Centro Industrial de Aratu ( CIA ), e em 1974, a administração do CIA manda destelhar o monumento para evitar o desabamento do telhado. As Terras de Passagem fazia parte da freguesia de nossa senhora da piedade de Matoim, que ia margeando as águas da Bahia de Aratu, por Caboto, Freguesia, Boca do Rio, Até chegar à propriedade da família dos Teixeiras, no limite com o atual município de Simões Filho.
Passagem dos Teixeiras  era um povoado próspero  onde nas primeiras décadas do século XX era maior que água comprida (Atual Município de Simões Filho, de quem atualmente sofre influência por causa da proximidade). Os seus habitantes realizavam a festa da Mazorra - Que ainda ocorre  em localidades como Caboto e Passé - e tinha uma feira livre  aos domingos. Os seus moradores viviam da pesca de peixes, caranguejos, siris, mariscos e de plantação de cana, banana, mandioca e da extração de lenha, os quais eram vendidos na feira de Salvador.
Além do Engenho Passagem, existiu ou ainda existe diversos espalhados pelo município tais como: Engenho de Caboto, Novo Caboto, São João, Cachoeirinha, Santa Inês, Pitanga, Matoim, Jacarecanga, Restinga, Engenho Velho, Mamão e outros.
Fonte: Baseado no livro: Candeias História da terra do petróleo.

5 comentários:

  1. Vc é fera parceiro, muito bom mesmo!

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  2. Até que em fim achei alguém que não fica jogando conversa fora nem enchendo linguiça, é história do Brasil pura como Ouro

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  3. Seja Bem Vindo à Minha Página Edson. Vlw!

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  4. Diante da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADFP) apresentada pelo governador Rui Costa (PT) contra a lei municipal da prefeitura e a Câmara Municipal de Candeias que decreta a preservação ambiental da Prainha, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou um parecer pela improcedência do pedido. Por meio de medida cautelar, Rui apontou que a gestão municipal invade a competência do governo federal com o Plano Diretor de Desenvolvimento do Município, que institui a criação de uma Zona Especial Portuária Consolidada para as atividades do Porto de Aratu de Candeias. A norma municipal decreta que nesta zona deverá ser preservada a integridade ambiental da Prainha. Em defesa, a Câmara Municipal de Candeias apontou que a zona em questão não faz parte do Porto Organizado de Aratu e que, portanto, a lei municipal está respaldada (saiba mais aqui). Favorável ao posicionamento da gestão municipal, o titular da PGR defende que a legislação municipal "não usurpa competência privativa da União", como alegado pelo governador do Estado. "Não viola os objetivos fundamentais de garantir o desenvolvimento nacional e reduzir as desigualdades sociais e regionais e o princípio da ordem econômica de redução das desigualdades", justifica Janot, considerando ainda que o governador usou uma "alegação genérica de violação dos direitos à vida e à saúde, sem demonstração de motivos concretos". Leia a íntegra do parecer aqui.

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