Engenho Caboto

Edifício construído na fralda de uma pequena elevação à margem da baía de Salvador. Ao lado da casa existe um mangue, onde, provavelmente, estavam situados os viveiros de peixes de que falam as avaliações de 1812 e 1832. Não existem mais vestígios da capela, fábrica e cais primitivos. Próximas ao sobrado existem algumas casas de construção recente, de trabalhadores rurais. Entre 1857 e 1862, possuía o engenho freguesia-caboto, 1.100 tarefas e limitava-se com o engenho monte, do tenente-coronel comendador Francisco Vicente Viana; Rio Guaíba e engenho marapé, de Francisco de Matos Villela.
Casa-Grande de engenho, inconclusa, de relevante interesse arquitetônico, hoje reduzida a ruínas. O Edifício apresenta planta quadrada desenvolvida em torno a um pátio tendo ao fundo um apêndice que provavelmente abriga serviços. A Casa-Grande possuía três níveis: um parcial. De utilização como serviço; Um piso nobre, onde está o acesso principal e o pátio; E Vestígios de um terceiro. Pelos remanescentes, pode-se avaliar a importância do grande saguão que se abria para o pátio através de três arcos plenos de tijolos que se apóiam sobre robustos pilares toscanos de cantaria, de seção retangular. Todos os vãos apresentam vergas em arco abatido. Com a morte, em 1760, de Simão Fonseca Pita e a incorporação do engenho ao freguesia, suas obras foram paralisadas. As vergas em arco abatido, de seus vãos, confirmam que este edifício teria sido construído pouco antes da morte de seu fundador. Casas de engenho com o mesmo partido só se encontram na região de Matoim, todas associadas à família Rocha Pita.
O Pátio de difunde na arquitetura civil urbana de Salvador ao final do século XVII, provavelmente, por influência dos tratadistas renascentistas. As construções deste tipo na região de Matoim parecem, porém, ter se inspirado diretamente dos claustros conventuais, através da solução adotada na região de Matoim. Pertencia, então, a Simão da Fonseca Sequeira, falecido em 1666. Seu neto, Simão Fonseca Pita, teria, na primeira metade do século XVIII, iniciado a atual construção.
Com a morte de Simão Pita, o engenho passa a seu sobrinho Antonio Cristóvão da Rocha Pita. Possuindo este último o engenho freguesia, incorpora ao mesmo Caboto, que pouco depois deixava de moer, sendo transferidos “seus cobres” para o freguesia. Morre Cristóvão da Rocha Pita, sendo subdivididas as terras do Freguesia-Caboto entre os herdeiros.
A avaliação assinalou como casa inconclusa “com seus prospectos de nobreza”. Capela arruinada e engenho caído, e viveiro de peixes com represa. É Feita nova avaliação que assinala melhorias na capela, então recoberta com telhas. O Futuro Conde do Passé, passa a comprar as terras do Freguesia-Caboto. Em 1856, já reunira 1.764 tarefas. No inventário do Conde do Passé figura a planta das terras dos engenhos Matoim, Freguesia, Pindoba e da Fazenda Caboto, que passaram a construir o engenho novo Caboto-Freguesia.
Fonte: IPAC-BA

14 comentários:

  1. Esse Monumento Necessita muito de um cuidado, kd as autoridades de Candeias??????

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  2. o site poderia melhorar

    bom ele poderia copiar pois tenho um trabalho impreso e presiso do asunto!!!!!!!!!!!!!!!!!

    pelo amor de deus!!!!!né!!!!!!!!!!!!!

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  3. Amigo, para copiar um texto aqui do blog vc precisa selecionar o texto desejado arrastando o botão do mouse sobre ele, e depois dá CTRL C e depois em sua página CTRL V. Pronto! está copiado.

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  4. Jennyh, com certeza, moro em Candeias desde o meu primeiro dia de vida, só fiz mesmo nascer em Salvador, era preferência de todas as mães naquela época dar a luz seus filhos em Salvador, pelo fato de candeias ser uma cidade subdesenvolvida até o dia de hoje no sentido de saúde e educação.

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  5. Nossa parabéns pelo blog, fiquei encantada já tinha ouvido falar e ate mesmo já estudei um pouco sobre candeias, mais nada como acabei de ler aqui no seu blog muito completo, aborda vários assuntos importantíssimos sobre candeia que muita gente desconhece. Parabéns!

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    1. Concordo plenamente

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    2. Gostei, você esta de parabéns.As pessoas que moram em Caboto muitas desconhece a origem de alguns monumentos, eu já havia perguntado sobre esse casarão"Engenho Caboto" as pessoas que são descendentes da família Pita e não souberam me responder,mas vendo o blog figuei maravilhada com esse lindo trabalho.Aplausos, de grande valor no desenvolvimento educacional.

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  6. Bom dia Gilmar! Excelente blog! Sabes dizer se este local é aberto a visitação? aguardo resposta. ;)

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  7. Melsa, está aberto sim, não sei se vc vai conseguir entrar com tanto mato que existe e a falta de cuidado que a prefeitura de Candeias tem nesse lugar a ponto de deixar pessoas construírem casas ao lado do engenho.

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  8. Queria saber á respeito do impacto ambiental causado pelos engenhos de Candeias, não estou encontrando !

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  9. Belo blog. Excelentes narrativas do histórias do nosso Brasil. recomendo uma leitura que tem tudo haver a esta cidade e estado.

    http://anais.anpuh.org/wp-content/uploads/mp/pdf/ANPUH.S22.260.pdf

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  10. Preservem o Patrimônio Histórico10 de setembro de 2017 22:50

    Preservar e cuidar da manutenção do patrimônio cultural construído é um grande desafio da atualidade. O crescimento das cidades, a expansão imobiliária, o déficit habitacional e os impactos ambientais constituem fatores que desafiam os gestores públicos a confrontar o desenvolvimento eminente, com a necessidade de minimização de impactos ambientais e sociais.

    No âmbito do patrimônio cultural, esforços têm sido canalizados visando a consolidação de uma política de proteção de acervos, assim como ações efetivas de restauração de bens culturais que se encontram em estado de conservação ruim.

    Ao circular pelas cidades do interior do país, observa-se, com frequência, a degradação de inúmeros imóveis seculares, de valor artístico e cultural, de propriedade particular ou pública, que lamentavelmente dão lugar a outras edificações. Estas surgem de maneira abrupta e se sobrepõem à paisagem vernacular, tradicional, desconsiderando todos os condicionantes conformadores do espaço urbano e sua história. Desse modo, a leitura espacial e sua compreensão ficam comprometidas, uma vez que os suportes físicos da memória das cidades são apagados, dando lugar a construções que não dialogam e não respeitam o meio existente.

    Algumas iniciativas se fazem válidas ao resgatar e garantir a permanência da identidade cultural, além de incentivar outras ações que atuarão na manutenção da memória coletiva. O poder público estadual, através do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais –IEPHA/ MG, empenha-se na preservação e conservação de monumentos religiosos, civis, fazendas e inúmeros elementos artísticos integrados que compõem o rico acervo cultural mineiro, que carece de atenção e cuidados especiais.

    Neste contexto, o patrimônio cultural de Minas Gerais registra um importante passo na conservação de parte de seu acervo, através da iniciativa do governo estadual, ao colocar em prática ações que intervirão diretamente na manutenção de importantes monumentos distribuídos no território mineiro.

    Minas Patrimônio Vivo é um programa da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, que visa a proteção do patrimônio cultural de Minas Gerais. Idealizado e coordenado pelo IEPHA/MG, o programa estabelece ações de restauração de bens culturais protegidos pelo estado, atividades de educação patrimonial, documentação e difusão de inventários, inspeção e vistoria aos bens, instalação de alarmes contra furtos e sistemas de proteção contra incêndio. O programa conta também com as parcerias do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, das Secretarias de Estado de Turismo e Educação, do Ministério Público de Minas Gerais, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais.

    Em fevereiro deste ano, foram assinadas ordens de serviços para a execução de obras de restauro e projetos executivos de restauração dos seguintes bens culturais:
    - 1ª etapa da obra de restauração arquitetônica da Igreja Matriz de Santo Antônio, em Itacambira;

    - 2ª etapa das obras de conservação-restauração dos elementos artísticos integrados da Igreja Matriz de Santana, Congonhas do Norte;

    - Conservação-restauração dos elementos artísticos integrados da Igreja de Nossa Senhora da Ajuda, distrito de Alto Maranhão, em Congonhas;

    - Elaboração de projeto executivo de restauração arquitetônica da Igreja de Santa Isabel da Hungria, em Caxambu;

    - Conservação-restauração dos elementos artísticos integrados, retábulo-mor e restauração e remontagem do forro da capela-mor da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção da Lapa, distrito de Ravena, em Sabará;

    - Projeto executivo de conservação-restauração, com inclusão de análises científicas e documentação por imagem, dos elementos artísticos integrados da Igreja de Santo Antônio, em Santo Antônio do Pirapetinga, distrito de Bacalhau, em Piranga;

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