introdução

"Antes, apenas um povoado de Salvador, hoje é um município que é uma potencia industrial, com um litoral exuberante, com um patrimônio histórico invejável, cuja sede é muito mal urbanizada e mal construída. Consequência de ser uma cidade dormitório de Salvador, habitada principalmente por trabalhadores industriais não especializados, de baixa renda, com uma sucessão de prefeitos corruptos e incompetentes. A topografia da cidade também não ajuda, por ser muito acidentada, que dá um aspecto de favela". Estas São As Palavras de Um leitor. Obs: Este Site Não Tem Fins Lucrativos.
introdução - Seja Bem Vindo à cidade de Candeias Bahia, a terra do petróleo, dos morros e do comércio; Nesse conteúdo você vai conhecer a cultura, história e pontos turísticos da cidade, sem contar também que o alvo dessa página é fazer com que os candeienses e visitantes desse blog meditem sobre o meio ambiente e como cuidar da natureza.
A Palavra candeias é o plural de candeia, que quer dizer: candeeiro de óleo ou de cera; É Uma lâmpada formada por um recipiente de barro ou de folha, munida de um bico pelo qual passa a extremidade de um pavio, que se enche de óleo para queimar. Segundo o historiador de nossa cidade, o Professor Jair Cardoso, em seu livro, Candeias História da Terra do Petróleo, o nome da nossa cidade foi dado devido à presença em abundância de madeira por nome candeia, a qual era usada pelos religiosos que moravam próximo ao Rio São Paulinho para fazer tochas em caminhada à igreja matriz da cidade. A árvore candeia (Gochnatia polymorpha), também popularmente conhecida como cambará, cambará do mato, cambará guaçú e cambará de folha grande, é uma planta de porte médio pertencente à família Asteraceae. Esta planta vive em terrenos abertos, com distribuição esparsa e é muito utilizada para a fabricação de cercas e na confecção de telhados e coberturas de construções, pois possui uma madeira resistente à água e outras adversidades do ambiente externo. A cidade é de topografia irregular, estilo favela e com morros e ladeiras. Candeias possui uma população de mais ou menos 89.419 habitantes, Segundo o Senso do IBGE 2013, numa área de 265,555 km². Fica a beira da BR 324 e se liga com a mesma pela BA-522, Há 40 km de Salvador. A População é de maioria afro-descendente e o motivo você vai saber logo a seguir. Agora vamos falar um pouco da história do município:
Tudo começou no século XVI, a partir das terras de Caboto, quando o lugar foi tomado pelos portugueses, dando assim origem às histórias dos engenhos de Freguesia e Matoim, engenhos esses responsáveis pelo crescimento populacional da cidade, com o aparecimento do ciclo da cana-de-açúcar, onde Caboto foi um dos primeiros lugares do Brasil na produção da economia açucareira, quando vários escravos foram trazidos da África para a região de Candeias pelos portugueses, às terras de Caboto, e assim, foram eles explorados nessa mão-de-obra, produzindo a substância que era comercializada e vendida a vários comerciantes, não somente da Bahia, mas de várias partes do país e do mundo, principalmente no mercado Europeu, fazendo de Candeias um lugar conhecido nacionalmente devido a esse tipo de trabalho.
O Centro da cidade de Candeias teve origem a partir de um dos engenhos pertencente aos portugueses, o Engenho Pitanga, que estava localizado próximo à igreja matriz, e em 1720 sob a direção de alguns líderes religiosos, produzia o melhor açúcar da Bahia, exportando assim o produto ao país de Portugal. Surgem assim, as primeiras ruas da cidade, sendo elas: Largo da Igreja, Rua dos Milagres, Rua Direita, Rua do Birreiro, Rua do Tamarindo, Largo da Feira e Rua da Estação. Nos dias de Hoje, essas ruas encontram-se renomeadas, mas não citarei os nomes atuais das mesmas nesse parágrafo.
Em 14 de Agosto de 1958, Candeias foi denominada cidade com a emancipação política, separando-se assim das terras de Salvador, de onde o município era subúrbio, e o que colaborou mais para Candeias tornar-se cidade foi a descoberta do petróleo em 1941, onde o município passou a ser mais valorizado e mais ainda conhecido, o que antes disso no ano de 1939, no bairro do lobato, em Salvador, os moradores usavam uma lama preta para ascender as suas lamparinas, chegando assim ao conhecimento de algumas autoridades, que desceram imediatamente para conferir se essa lama preta era o ouro negro, o petróleo, e ao se confirmar que era o petróleo mediante as pesquisas laboratoriais, tentaram extrair em grande quantidade, mas não teve sucesso, e a mesma sonda que puxou o petróleo no bairro do Lobato descia para Candeias no ano de 1941, onde perfurou um poço na fazenda São Paulinho e foi de onde jorrou o valioso petróleo, formando assim o poço C-1, em Candeias, primeiro produtor comercial de petróleo em território brasileiro; A Fazenda São Paulinho era de propriedade do Coronel José Barbosa de Ferreira que atuou na cidade de Candeias como vereador, e seus filhos Ubaldo e Egberto de Carvalho ferreira formaram a ideia de emancipação política do município, assim, tomaram posse dessa liderança e anos depois Egberto e Ubaldo foram eleitos prefeitos da cidade de Candeias, logo após o primeiro prefeito Francisco Gualberto Dantas Fontes, e com isso, começou assim, a história da política de Candeias. Após o poço C-1, foram localizados muito mais poços de petróleo na região deixando assim a cidade de Candeias conhecida Como terra do petróleo, dando assim, origem à Refinaria Landulpho Alves, que fica próximo a Candeias fazendo parte da cidade de São Francisco do Conde.
Depois da descoberta do petróleo, Candeias veio se desenvolvendo ainda mais com a implantação de várias fábricas e portos, a exemplo do Porto de Aratu, que é responsável por 60% de toda a carga movimentada em modal marítimo na Bahia, e também o Porto da Ford, que é o primeiro porto do mundo pertencente a Ford construído pelo governo da Bahia e é a primeira vez na história que a montadora tem um porto próprio.
Na Cidade de Candeias o comércio vem sempre crescendo como sempre, mas nesses últimos tempos, nos anos de 2009 e 2010, com o desemprego, por incrível que pareça, alguns moradores da cidade tem se deslocado para outros estados em busca de trabalho, tornando assim o comércio um pouco mais fraco, mas com isso ainda movimentado, mediante aos distritos existentes na cidade e as outras regiões vizinhas como: São Sebastião do Passé, São Francisco do Conde, Madre de Deus e outras, que escolhem o comércio da nossa cidade como prioridade por ficar mais próximo do que a região de Salvador. Hoje em 2011, o município arrecada como renda mensal de 15 a 20 milhões, sendo isso resultado do petróleo, comércio, impostos e outros.
São estes alguns bairros e distritos de Candeias: Dom Avelar, Nova Candeias, Sarandí, Santo Antonio, Centro, Malembá, Pitanga, Nova Brasília, Maria Quitéria, Mamão, Caboto, Passé, Caroba, Pasto de Fora, Menino Jesus, Malembá de Baixo, Urbis I, Urbis II, Pindoba, Santa Clara, Areias, Massuím, Cedro, Madeira, e outros mais.
Como chegar a Candeias: Metropolitana de Salvador. Salvador (S), São Francisco do Conde (N), Simões Filho (L) e Madre de Deus (O). Sair de Salvador pela BR-324 em direção à Feira de Santana e seguir por 32 km até o entroncamento com a BA-522. A partir daí, mais 10 km até a cidade de Candeias.
Vale lembrar que, os pontos turísticos da cidade não se encontram no centro ou em bairros próximos, mas sim na redondeza da cidade, ou seja, nos distritos e partes mais afastadas, no centro você só irá encontrar comércio e movimento intenso de veículos.
Conheça também os prefeitos que governaram Candeias em ordem: Dr. Francisco Gualberto Dantas Fontes, Egberto de Carvalho Ferreira, Antonio Patterson de Melo Pereira, Alfredo da Silva serra, Dr. José Inaldo de Oliveira, Dr. Matheus Fainstein, Dr. Celino Gomes da Silva, David dos Santos Caldeira, Eliodoro de Jesus, David dos Santos Caldeira (Eleito Novamente), Maria Angélica Juvenal Maia de Queiroz, Antonia Magalhães da Cruz (em seguida Reeleita), Maria Célia de Jesus Magalhães Ramos, Maria Angélica Juvenal Maia de Queiroz (Atual Prefeita e eleita mais uma vez). Na Próxima Postagem Conheça a História do Primeiro poço comercial de petróleo do Brasil. Saiba Mais
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Primeiro Poço Comercial de Petróleo do Brasil - C1

Em 1930, quando dois abnegados baianos, Manoel Bastos, topógrafos, engenheiro civil, pesquisador autodidata em geologia, e OSCAR Cordeiro, na época, presidente da bolsa de mercadoria na Bahia, crentes com suas convicções de que nesse estado havia petróleo, não descansaram enquanto não viram o ouro negro jorrar no lugar conhecido como Lobato, subúrbio de Salvador, mas não teve êxito, mas para muita gente o petróleo nasceu de verdade foi em Candeias, veja como: Depois do grande sinal que houve no Lobato em Salvador, de onde fluiu o Petróleo, os extratores pensaram da seguinte forma: agora, vamos atrás da acumulação; O Que fez depois do poço de Lobato foi procurar a acumulação comercial dele. A mesma sonda que perfurou em Lobato deslocava-se para Candeias, na Rua da igreja, quando chegava uma carreta com um guincho a sonda Nº 04 Oilwell, movida a diesel, sendo puxado por um trator tendo o auxilio de várias juntas de bois. A carreta deslocava-se para a fazenda do Coronel José Barbosa Ferreira, Fazenda São Paulinho, em área da atual planta de gás natural, onde perfurava o poço no dia 29 de Junho de 1941; com isso, jorrou o ouro negro e nascia o poço C-01 (Candeias-01) o primeiro poço comercial do Brasil. Era plena convicção do geólogo Pedro Moura quanto ao acerto de uma locação em Candeias.
Na fotografia acima, o Presidente Getúlio Vargas exibindo em sua mão a marca do ouro negro (o Petróleo), na cidade de Candeias, em 23 de Junho de 1952, onde foi homenageado com um almoço, e aproveitando o discurso de engenho em Candeias, bem na zona petrolífera, fez seu discurso oficial em defesa do monopólio estatal do petróleo e da criação da Petrobras, que repercutiu em todo o Brasil, e retornou novamente a Candeias em 03 de Outubro de 1953, para tratar de assuntos sobre a decisão da criação da Petrobras, que hoje está espalhada por todo o Brasil como Empresa de Alto Nível. Saiba Mais

Passagem dos Teixeiras

O Distrito está situado nas margens da Baía de Salvador, da estrada de ferro, e da BR-324, estando mais próximo da cidade de Simões Filho, há 9 km. O Nome passagem é o nome de um dos engenhos que havia nesta localidade, complementando assim, com o sobrenome de seus antigos donos, os portugueses João Teixeira Barbosa e Manuel Teixeira Barbosa, os quais na guerra da independência do Brasil e da Bahia em 1822, fugiram para Salvador e enterraram no subsolo do sobrado uma grande quantidade de ouro e prata, sofrendo com  isso, os escravos Africanos, que trabalhavam no engenho, os quais foram obrigados a contar onde estava escondido o tesouro, sendo alguns deles torturados e até mortos pelo comandante das tropas brasileira, o General Francês Labatut, que, desenterrando assim o tesouro, o mesmo foi usado com despesas da guerra da independência em 2 de Julho de 1823. Até o ano de 1950, a família Teixeira ainda eram donos do Engenho Passagem e depois disso, venderam ao Dr. Oscar Tarquínio Pontes, que fez diversas escavações no local pensando encontrar restos de ouro e prata. Depois de tudo isso, o Engenho Passagem abrigou casa de farinha, salão de dança, posto policial e finalmente em 1973 foi desapropriado pelo governo da Bahia para implantação do Centro Industrial de Aratu ( CIA ), e em 1974, a administração do CIA manda destelhar o monumento para evitar o desabamento do telhado. As Terras de Passagem fazia parte da freguesia de nossa senhora da piedade de Matoim, que ia margeando as águas da Bahia de Aratu, por Caboto, Freguesia, Boca do Rio, Até chegar à propriedade da família dos Teixeiras, no limite com o atual município de Simões Filho.
Passagem dos Teixeiras  era um povoado próspero  onde nas primeiras décadas do século XX era maior que água comprida (Atual Município de Simões Filho, de quem atualmente sofre influência por causa da proximidade). Os seus habitantes realizavam a festa da Mazorra - Que ainda ocorre  em localidades como Caboto e Passé - e tinha uma feira livre  aos domingos. Os seus moradores viviam da pesca de peixes, caranguejos, siris, mariscos e de plantação de cana, banana, mandioca e da extração de lenha, os quais eram vendidos na feira de Salvador.
Além do Engenho Passagem, existiu ou ainda existe diversos espalhados pelo município tais como: Engenho de Caboto, Novo Caboto, São João, Cachoeirinha, Santa Inês, Pitanga, Matoim, Jacarecanga, Restinga, Engenho Velho, Mamão e outros.
Fonte: Baseado no livro: Candeias História da terra do petróleo.

Caboto - O Maior Potencial Turístico de Candeias

Para promover o povoamento das terras do Brasil de forma lucrativa, para os portugueses, resolveram-se doar sesmarias, imensos lotes de terras, de tamanhos variáveis.
Em Candeias, a primeira sesmaria foi concedida em Caboto, em 1560, ao português Sebastião Álvares, Homem influente, que ostentava o título de cavalheiro da casa do rei de Portugal.
A região de Caboto foi uma das primeiras da Bahia e do Brasil a assistir ao florescimento da economia açucareira. Foi aqui onde tudo começou, com escravos trazidos da África pelos portugueses, sendo os mesmos eram obrigados a trabalharem nos engenhos de cana-de-açúcar rendendo assim lucro para os seus chefes, e sendo também que os escravos passavam por diversas torturas, a ponto de não suportar e atravessar o canal do rio Caboto a nado quando eram ameaçados pelos brancos, tendo acesso aos arraiais de ilha de Maré, achando assim o esconderijo como refúgio.

O Distrito é herdeiro da antiga freguesia que no passado tinha duas irmandades, uma composta de negros e outra composta de brancos; Caboto é um distrito À beira-mar onde você encontra vários restaurantes e bares que fornecem pratos de frutos do mar como: moqueca de siri, moqueca de peixe, catado de caranguejo, peixe frito, ostra, sarnambi e outros mais. Na atualidade é dos distritos com maior potencial turístico de Candeias.
Caboto é uma vila de pescadores e de pessoas simples onde a maioria deles vivem da pesca, mas a partir dos anos de 1970, com algumas indústrias que se instalaram no local, alguns estão dando prioridades em trabalhar nas mesmas, visando uma melhoria de salário, e pesca para esses, ficou como uma distração, um lazer ou renda extra.
No local acontece também diversos eventos como: Etapas de Campeonatos baiano de maratonas aquáticas (Travessias a nado), clube do opala (Apresentações de diversos automóveis opala a passeio), grupos de ciclismos, o fuscaboto (evento promovido pelo clube de fuscas da Bahia) e outros que não citarei nessa postagem.
Mas Suplico às autoridades de nosso município que cuidem desse lugar, pois está abandonado, principalmente o engenho Caboto, que até casas estão construindo ao lado desse monumento histórico, necessita de ser conservado e não destruído, e vamos acreditar na reforma do engenho freguesia e que não demore por muito.
Na Imagem mais abaixo, você avista a Bica, com vista bastante agradável; aqui é onde o povo do distrito de caboto costuma passar algumas tardes se banhando e de preferência em companhia de alguém; É um lugar bem sossegado e pertinho do museu Wanderley Pinho. O que falta no lugar, é um investimento por parte do poder público de Candeias, um tratamento merecido a Caboto, pois, é um lugar bastante agradável para quem visita e até mesmo para quem Reside. 

Passé - Terra do Peixe, da História e da Moqueca.

O Nome Passé vem de origem do Tupi, dos índios Tupinambás, onde os mesmos habitavam nessa localidade até o dia em que chegaram aqui os portugueses, que tiveram confrontos com essa tribo indígena e sendo muitos dos índios mortos pelas tropas do Governador Mem de Sá, vindo assim os portugueses e se apossando das terras desse local.
Nos anos de 1563, logo após a doação das sesmarias (Imensos lotes de terras) na região de Caboto, chegou à vez de Passé, onde padres jesuítas também foram beneficiados com esses imensos lotes de terras, afim de que a plantação de canaviais e a construção de engenhos fossem mais prósperas na região de Candeias.
Nesse tempo, Passé era um distrito de Salvador, assim como Caboto (Matoim), quando Candeias ainda era residida por poucos habitantes, mas com a descoberta do petróleo em 1941, o que era chamado de distrito da capital passou a ser cidade independente em alguns anos depois, sendo assim Passé e Matoim áreas pertencentes a Candeias, ou seja, distritos de Candeias.

Passé é um distrito que está localizado à beira mar e é conhecido pela pesca e pela tradicional moqueca de peixe e mariscos variados, onde tem atraído diversos turistas e pessoas da própria região de Candeias. Conheça em vídeo o Mais Novo projeto da Região chamado Guardiões da Maré, onde visa tratar do meio ambiente e de tudo aquilo que causa danos ambientais principalmente à vida marinha.
Em sua chegada você se depara com paisagens belíssimas com vista da região do Coqueiro Grande, Pitinga, Caboto, Salvador, Refinaria Landulpho Alves, Porto de Aratu e algumas ilhas próximas. O bairro está dividido em várias partes que recebem o nome de: Querente, Roça Grande, Mucunga, Restinga, Gamboa, Caeira e Rio do Cunha.
Na primeira fotografia, a ponte de onde se desloca barcos para outras regiões próximas ao distrito; A Região é um lugar bom e descontraído pra quem gosta de tomar um banho de maré na Gamboa e pra quem gosta de pescar nas regiões diversas, ou até mesmo comer uma gostosa moqueca de camarão; Esse é o lugar apropriado.


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Pitinga - Uma Das Áreas De Pesca Da Cidade

Nesta localidade chamada Pitinga, concentra-se um dos maiores Manguezais da cidade de Candeias, pois, é daqui que muitas famílias tiram o seu sustento, na pesca e na caça, mas, muitas pessoas usam a pesca como um lazer, e uma distração do dia-a-dia. Aqui existem uma diversidade de frutos do mar, tais como: sirí, caranguejo, camarão, ostra, rala côco, peixe de várias espécies, e outros mariscos. Apesar de muitos produtos químicos terem sido derramados pela redondeza dos manguezais de Candeias, pelos navios e fábricas que se instalaram no município, ainda existe uma boa quantidade dessas espécies. Preservem Essa área!
Por volta dos anos de, 1960 / 1970, essa área era ocupada por moradores que, hoje residem no centro e bairros de Candeias, principalmente o bairro do Malembá, e Mata cavalo. As Famílias que residiam nessa localidade eram "esquecidas pelas autoridades da cidade", mas talvez pelo fato de a Petrobras ter dado assistência e auxílio aos moradores dessa região, pois, muitos que sentiam a necessidade de transportes para irem a lugares mais distantes, como assistência médica, compras ou colégio, a Petrobras disponibilizavam seus transportes para o socorro imediato, mas, alguns também optavam para o transporte que rodava de Passé para o Centro de Candeias, muita das vezes quando não achavam o transporte gratuito da Petrobras.


A Maioria dos moradores que residiu na Pitinga, hoje residem na rua do poço, no bairro Malembá,  e os moradores desse local tinha diversas fontes naturais, bicas e minadores, de onde abastecia os seus garrafões e baldes para o consumo da água potável, inclusive nessa época, a Petrobras criou uma bica artificial para os moradores terem mais água disponível, O povo também plantava uma variedade de frutas, e também a mandioca para a fabricação de farinha, pois, no local eram bem visíveis as casas de farinha, que hoje já não existem nem mais as ruínas. plantações de frutas tais como: banana, goiaba, cajá, jenipapo e outras, as quais eram catadas pelos moradores da região, e passava assim, para os vendedores interessados, que descia para a capital Salvador, e lá, vendiam toda a colheita feita pelos moradores, repartindo assim, o dinheiro com os mesmos que ajudavam a colher.
Falando de saúde, no local da Pitinga quando as pessoas sentiam a necessidade de procurar um médico para auxílio, desciam para um lugar chamado campo, que ficava perto da região, e chegando nesse local chamado Campo, havia um mini posto de saúde que atendia a população carente local.
Por volta do ano de 1972, a Petrobras resolveu indenizar as famílias do local por causa da descoberta de novos poços de petróleo na região, e com isso, os moradores reuniu-se para catar as mandiocas dos pés urgentemente, para não perder a safra, pois a Petrobras mandaria passar diversas maquinas para aplanar o lugar, e foram sacos e mais sacos de farinha trazidos da região da Pitinga para a rua do poço no Malembá pelos moradores atuais, sendo que, alguns deles, já faleceram.
Nessa imagem, o local da Pitinga conhecido como Manguezal dos três tubos, Local nomeado pelos próprios moradores da cidade, e  é Um Manguezal que fica na parte central da Pitinga, muito rico em frutos do mar, principalmente o caranguejo e o siri de mangue, que é muito extraído desse manguezal pelos vendedores de caranguejo da região. são quilômetros dessas pequenas árvores que chamamos de manguezal e ao seu pé uma lama, onde vivem diversos tipos de mariscos, e tem dado muitos frutos para nós Moradores. Aqui vivem os caranguejo, siri, ostra, sururu, guaiamum, aratu e outros mariscos. Esse canal é bastante estreito, que atravessando, damos de cara com a região do Coqueiro Grande, Região pertencente à cidade de São Francisco do Conde,  junto a Refinaria Landulpho Alves, onde também há uma grande área que serve de pesca para os marisqueiro da cidade de Candeias e São Francisco do Conde, Fica bem próximo ao portão 3 da Refinaria, e aqui existia uma pequena vila de pescadores e marisqueiros, foi quando a petrobras resolveu indenizar a todos os moradores, ocorrendo esse fato por volta dos anos 80, deixando a área livre para crescimento e extensão da Refinaria Landulpho Alves. No momento da fotografia, o canal encontrava-se bastante seco por causa da vazante da maré, sendo uma boa oportunidade para os pescadores e marisqueiros atravessarem o canal a pé. Muitos dos catadores de caranguejo que comercializam na curva do bombeiro (Estrada Candeias / Madre de Deus), retiram a pesca desse lugar, e aqueles também que residem no bairro do Malembá, por motivo dessa área ficar mais próximo ao bairro. Na Próxima imagem, o local que se atracava uma Balsa que transportava carros para outras localidades.

Porto de Aratu

O Porto de Aratu, É um porto brasileiro localizado em Candeias, no estado da Bahia, próximo à entrada do canal de Cotegipe, em frente à costa leste da Ilha de Maré. O porto é responsável por 60% de toda a carga movimentada em modal marítimo na Bahia, portanto possui grande importância para a economia da Bahia, pois serve como meio de escoamento da produção e da entrada de produtos para o Pólo Petroquímico de Camaçari, o Centro Industrial de Aratu (CIA) e o Complexo da Ford de Camaçari.
Produtos líquidos, gasosos e granéis sólidos são as cargas movimentadas, através de uma infra-estrutura de quatro terminais, sendo um para produtos gasosos (TPG), com berço de 180 metros; outro para granéis líquidos (TGL), com dois berços que perfazem 340 metros e dois para granéis sólidos (TGS), com três berços, numa extensão de 366 metros.
O Terminal de Granéis Sólidos (TGS) é composto de 2 piers: pier I possui 02 berços, sendo um destinado à exportação (magnesita e uréia) com 153 metros de extensão, e o outro para importação (concentrado de cobre, alumina, carvão, enxofre, fertilizantes, manganês e rocha fosfática) com 202 metros de extensão; o pier II, com um único berço de 210 metros de comprimento, atende, de forma complementar, ao pier I nas importações dos granéis sólidos.
O TGS conta no pier I com sistemas de embarque e desembarque de granéis sólidos constituído de 01 descarregador de navios com 970t/h de capacidade, e 02 carregadores de navios 1200t/h e 700t/h de capacidade. Esses equipamentos estão ligados às respectivas áreas de estocagem através de sistemas de correias transportadoras. No pier II há um guindaste tipo canguru de 16t operando com grabs.
O terminal de Granéis Líquidos (TGL) é constituído de um pier com atracação em ambos os lados (02 berços), através dos quais é feita a movimentação, mediante bombeamento de/para navios, dos seguintes produtos líquidos: soda cáustica, dicloretano, MEG, estireno, MTBE, benzeno,etc. O Terminal de Produtos Gasosos (TPG) é composto de um pier com apenas um berço, onde atualmente é realizado o bombeamento dos seguintes produtos: amônia, butadieno, propeno, etc. Este pier para atendimento a navios de grande porte visa atender a movimentação de matérias primas (nafta) para a Copene. O Porto foi construído nos anos de 1971 a 1975, sendo Inaugurado pelo Presidente João Batista Figueiredo. A Partir da constituição da Codeba, as instalações de Aratu foram Incorporadas ao patrimônio da companhia, passando o governo baiano a compor seu quadro de acionistas.
Saiba Mais

Porto da Ford

O Porto, é o primeiro porto do mundo pertencente a Ford construído pelo governo da Bahia, e é a primeira vez na história que a montadora tem um porto próprio.
Segundo Edson Molina, gerente de logística da América do Sul da montadora, o terminal terá papel importante no escoamento da produção da Ford de Camaçari e servirá também para importação de veículos da marca para o mercado brasileiro. "Hoje, usamos para exportar e importar carros ao porto de Salvador, a 50 km de distância da fábrica. Além da menor distância, não haverá necessidade de passar com caminhões-cegonha pelo centro de Salvador, como ocorre atualmente.
O Terminal Miguel de Oliveira, que é o nome do Porto, fica no Canal de Cotegipe, próximo a Caboto, e tem a capacidade de abrigar 6.024 veículos.
No  primeiro embarque feito neste porto, 1.750 carros fabricados aqui foram enviados ao México. Hoje, na lista das exportações, o Ford EcoSport lidera com 55% enquanto os Fiesta Sedan e Hatch vêm em seguida com 32% e 13%, respectivamente. Todas as operações são controladas por um moderno sistema de radiofrequência capaz de localizar qualquer carro em segundos.Foi mais um presente que a cidade de Candeias recebeu completando nesse ano de 2016, 11 anos de existência do porto, e o mesmo fica bem próximo ao Porto de Aratu, poucos metros apenas.
Com padrões de segurança e qualidade de operações equivalentes aos dos melhores portos do mundo, o Miguel de Oliveira recebe navios de até 200 metros. Ele conta com pátio de 119 mil metros quadrados e capacidade para mais de seis mil veículos, além de um píer exclusivo com 195 metros de comprimento. Para embarque e desembarque dos veículos, há dez baías com rampas onde podem operar até dez caminhões-cegonha ao mesmo tempo.

Prainha da Boca do Rio (Ameaçada de Ser Extinta)

Fora Brasken! A Prainha é Nossa!
A Braskem (Odebrecht), em parceria com a prefeitura de Municipal de Candeias, com a secretaria de Meio Ambiente da Bahia, e com o Governo do estado da Bahia, tomarão uma decisão que pode colocar em risco a existência desse ambiente natural, caso ocorra  uma decisão indesejada por parte da justiça: darão Fim a essa Prainha que vocês estão vendo na fotografia; Uma área que merece proteção ambiental, uma área de lazer e pesca, usada pelos moradores da cidade de Candeias e regiões vizinhas, como consta na ATA do Centro industrial de Aratu, mas ao invés desses órgãos tentarem preservar, irão destruir um bem nosso, onde vem servindo há anos pelos próprios moradores da Boca do Rio como área de Lazer e pesca. A Braskem omitiu informações importantes sobre os impactos ambientais de sua operação, a exemplo da descarga de produtos petroquímicos como hidrocarbonetos de petróleo, chumbo, cádmio, mercúrio, cromo, arsênio, pesticidas e solventes, mas, como presenciamos dia após dia pessoas sem dignidade e sem caráter sendo compradas por pessoas poderosas, perdemos a esperança de vencer essa guerra, moramos numa cidade composta de pessoas leigas, sendo a maioria, onde não recebem determinadas instruções sobre meio ambiente e impactos ambientais, onde alguns acontecimentos deixou marcados em nossa história, como crimes de derramamento de produtos por navios causando a morte de vários peixes e crustáceos da nossa região, onde quem vem sofrendo com isso, são os marisqueiros e pescadores da região, não tendo assim nenhum benefício, mas pelo contrário, prejuízos que jamais serão revertidos.

Os Vereadores do município tentaram reverter o quadro, juntamente com o Deputado Marcell e com o Juíz Sérgio Humberto de Quadros Sampaio, da 8ª Vara da Fazenda Pública do município de Candeias, trabalharam ao máximo para que o Terminal não viesse a ser construído, mas infelizmente vivemos num país onde a vergonha impera, a ganância, a falta de caráter por parte de muitos políticos, que ao invés de lutar pelo nosso bem estar, vem destruindo o que a nós pertence, fazendo a consciência do povo regredir para que eles passem adiante e com suas belas conversas tentem convecer ao povo enganosamente. Marcell achou "sensata" a decisão dos vereadores e voltou a criticar o posicionamento do prefeito de Candeias. "Estou satisfeito com a decisão tomada pela Câmara de Vereadores, e impressionado com a falta de bom senso do prefeito da cidade, sargento Francisco. Querer mudar o PDDU (Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano), trazendo prejuízos para o meio ambiente, não pode ser considerada uma decisão coerente", afirmou. A mudança no PDDU proposta pelo prefeito permite a ampliação da área industrial  para a Prainha, localizada na Baía de Todos-os-Santos, e que hoje é considerada uma área de proteção ambiental (APA). O deputado afirmou que apresentará denúncia ao Ministério Público contra  o prefeito por conta disso.
"Eu quero saber o que ele vai ganhar em troca para liberar a construção desse porto na Prainha? Pelo que consta, existe outra área onde é possível a construção do equipamento sem afetar o balneário, mas ele insiste em acabar com a proteção ambiental da área já incorporada ao contexto cultural e de lazer da região", questionou o parlamentar, que há algum tempo vem denunciando essa tentativa.
Desde o ano passado, após receber um abaixo assinado dos moradores da região com mais de 500 assinaturas contra a exploração industrial da Prainha,  Marcell Moraes vem acompanhando o caso.
Preocupado com a preservação ambiental, o deputado Marcell Moraes (PV)tem denunciado de forma veemente uma tentativa entre o governo do Estado e a prefeitura de Candeias que pode permitir que a empresa Braskem construa uma extensão do Porto de Aratu para um Terminal de Produtos Químicos no local conhecido popularmente como ‘Prainha’, no Canal de Aratu, próximo a Ilha de Maré e banhada pela Baía de Todos os Santos que pode sofrer um processo de degradação, gerando um grande impacto ambiental.

 “A Braskem é uma empresa envolvida no Lava Jato. Estamos recebendo denúncias de que a empresa está pressionando o governo do Estado para fazer a ‘Prainha’, que é uma Área de Preservação Ambiental tentando pressionar o governo do Estado de todas as formas, inclusive dizendo que vai sair da Baia de Todos os Santos e vai para o Ceará. Eles querem ampliar o Porto (Porto de Aratu) para ganhar mais dinheiro e acabar com o lazer da população. Eles não vão conseguir chegar a lugar nenhum porque a sociedade acordou e não aceita mais isso. A Bahia já tem poucas áreas de lazer e, de fato, vamos tentar impedir que essa empresa destrua e degrade ainda mais o meio ambiente como vem degradando durante anos”, denunciou Marcell.
 Ao tomar conhecimento do assunto, o deputado destacou a necessidade de esclarecimentos por parte da empresa Braskem, do governo do Estado através do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado (Inema) e da prefeitura de Candeias sobre as denúncias.
Para combater a tentativa de destruição e lutar pela defesa e garantia da preservação ambiental no local, o parlamentar disse que já existem ações no Ministério Público sobre essa questão e que tem recebido denúncias relacionadas sobre essa suposta degradação, além de defender a conservação e preservação ambiental da ‘Prainha’, como espaço de lazer para os moradores das comunidades próximas ao local.
 Para o deputado, que é também ambientalista, é necessária uma grande mobilização para lutar contra essa tentativa de ação de degradação do local que coloca em risco o meio ambiente e que pode gerar um forte impacto ambiental. “Acho que o nosso papel como parlamentar é um papel árduo, e como eu sempre falo, sou ambientalista, protetor de bicho e estou deputado, não sou deputado. E não é nenhuma empresa envolvida em Lava Jato que vai conseguir me intimidar. Não tenho medo dessa Braskem, e com toda essa mobilização, a empresa está receosa. Não vamos retroceder nessa nossa luta e vamos continuar tentando de todas as formas impedir que essa empresa tente destruir a nossa Baia de Todos os Santos, nosso maior patrimônio”, ressaltou o deputado.
Vale lembrar que neste local ainda residem 15 famílias, e que usam a área como lazer e pesca, ou seja, são nativos do local. Saiba Mais sobre a Prainha e do que está acontecendo Nesta Página

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Tempo de Decomposição do Lixo No Meio Ambiente

Time decomposition of waste in the environment - O Mar, Por Exemplo, é um Meio Ambiente.
Anualmente, bilhões de toneladas de lixo são produzidas em todo o mundo, e boa parte deste vai direta ou indiretamente parar nos mares.
Uma vez no ambiente marinho, o lixo pode causar doenças e até a morte dos animais marinhos, bem como penetrar na cadeia alimentar, vindo a envenenar o próprio ser humano.
Segundo o Projeto Tamar-IBAMA, é comum a ocorrência de tartarugas mortas por asfixia ao ingerirem sacos plásticos, que são confundidos com itens de sua cadeia alimentar, como águas-vivas ou algas.
Outra conseqüência funesta produzida pelo acúmulo de lixo nos mares e praias é o prejuízo causado pela fuga dos turistas das praias poluídas.
O lixo que produzimos diariamente, seja o lixo urbano, industrial, etc., pode ser sólido, gasoso ou líquidos e ainda orgânico, biodegradável ou inorgânico. Boa parte de nosso lixo doméstico é orgânico, ou seja, tem origem vegetal ou animal, pois são compostos de restos dos alimentos, de folhas, etc. O lixo orgânico diferentemente dos outros tipos de resíduos tem uma maior capacidade de se decompor, o que não significa que não seja igualmente poluente. Mesmo o lixo orgânico quando depositado de forma inadequada pode ser altamente poluente do ar, do solo e da água, além de propiciar o desenvolvimento de bactérias e outros organismos transmissores de doenças. O lixo orgânico e o lixo biodegradável tem a capacidade de se decompor mais facilmente enquanto o lixo inorgânico quando jogado na natureza pode levar milênios até se decompor, reforçando assim a importância da coleta seletiva do lixo reciclável.
A tabela de tempo de decomposição de materiais é um poderoso instrumento de sensibilização que, invariavelmente, faz
as pessoas pensarem na sua responsabilidade individual com relação ao lixo. Há porém, muita variação da informação .
Isso se deve ao fato de que o tempo de decomposição deverá variar de acordo com as condições do solo ou ambiente em
que os materiais foram descartados.
Materiais descartados na água do mar, que tem condições de acidez, oxidação, entre outras que são próprias do mar, vão afetar o material de uma forma totalmente diferente do descarte dos mesmos materiais no solo. De qualquer forma, dados como estes são implacáveis quanto a seguinte verdade: o lixo não acaba no lixo! Ele continua existindo depois que o jogamos na lixeira. Portanto é de extrema necessidade verificarmos todas as possibilidades de reintroduzi-lo na cadeia produtiva da reciclagem ou de aumentar o seu ciclo de uso e vida.
A natureza gasta uma energia vital para o equilíbrio do planeta nos longos processos de decomposição, assim os processos de tratamento do lixo como a reciclagem, os aterros sanitários, a incineração e a compostagem são ainda as melhores formas que o homem tem de lidar com o lixo que produz. Fonte: Aquário de Ubatuba / Cultura.

Na Foto, a Tabela de Tempo de Decomposição do Lixo no Solo, e para aqueles que quiserem um conteúdo Muito Bom sobre o assunto Lixo, visitem a Página 3 Lá você encontrará um excelente estudo sobre.
A Treta Park também disponibilizou uma apostila PDF muito boa chamada: A Embalagem e o Ambiente, uma apostila bem organizada falando de cada material descartado e suas origens e um índice com títulos aceitáveis. Baixe Aqui
Visitem o Menu dessa Página onde você encontrará alguns Arquivos em PDF Sobre Meio Ambiente e outros títulos. Menu de Arquivos Para Download.