impactos Ambientais Gerados Pela industria Química em Candeias

O Impacto ambiental é definido como qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetam a saúde, a segurança e o bem-estar da população; as atividades sociais e econômicas; a biota; as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; e a qualidade dos recursos ambientais.
A Poluição global tende a aumentar a cada dia que passa. Hoje, ela tem gerado diversos problemas não só nos grandes centros urbanos, mas pouco a pouco se alastrando nas pequenas cidades e tomando conta de todo o mundo. Com isso, vários fatores humanos têm sofrido as consequências, pois a poluição interfere diretamente na saúde e nas fontes de consumo do ser humano, como na água, no ar que respiramos e na alimentação.
A sociedade por sua vez, que também contribui para essa poluição, cobra das organizações maiores providencias, contudo, muitos se esquecem de fazer a sua parte.
Essa postagem visa como objetivo analisar os principais impactos ambientais que a cidade de Candeias BA está sofrendo com seu contínuo processo de urbanização e industrialização.
O Município
Candeias é um município que está sitiado por diversas indústrias petroquímicas e Portos, onde, até a década de 1940, existiam na cidade apenas trabalhadores da lavoura de cana-de-açúcar e os aguadeiros, foi quando em 29 de junho de 1941, aconteceu um fato que mudou a história do município e a rotina dos moradores de forma inesperada, que foi a descoberta do petróleo na localidade, o Primeiro poço comercial de petróleo do Brasil (C-1), e foi a partir desse momento que surgiu a repercussão nacional, onde, o antigo subúrbio da capital salvador passou a ser um município, tornando Candeias mais conhecida como "terra do petróleo", dando vez à construção de uma Refinaria, a atual RLAM (Refinaria Landulpho Alves), situada há 5 km de Candeias, erguida em área da cidade de São Francisco do Conde, onde a mesma vem produzindo outras diversas indústrias petroquímicas, portos, usinas, e outros tipos de indústrias, onde esse processo de industrialização em Candeias veio chamando a atenção de povos de outras cidades do interior, onde os mesmos vinha a Candeias com o objetivo de uma melhoria de vida, trocando o trabalho do campo pelo trabalho na indústria, até mesmo, se dedicaram no comércio existente na cidade, e até os dias de hoje, o crescimento populacional de Candeias vem se desenvolvendo devido ao movimento voltado à indústria e ao comércio. O motivo que levou Candeias a ser conhecida como "terra do petróleo" não tem sido motivo de grande orgulho para nós candeenses pois, além da contaminação do solo, do ar e da água, que vem alterando o equilíbrio dos sistemas ambientais e ecológicos, o candeense paga pelo botijão do gás de cozinha como um dos mais caros da região metropolitana de Salvador, assim também é o caso da gasolina em postos de combustíveis, e o fato de, tanto a refinaria quanto as distribuidora de botijão de gás estarem a 5 km de Candeias, não tem feito nenhuma diferença para os moradores da cidade, pelo contrário, as distribuidoras comercializam o botijão por um preço mais caro comparando com os preços vendidos em outras cidades menores; Resumindo: estamos pagando para manter essas empresas na região.
Além dos pontos negativos citados nesse texto, outro caos que predomina na cidade é a falta de emprego, sendo que essas mesmas indústrias deixaram de priorizar a grande parte da mão de obra existente no município desde décadas atrás, e assim, os estados de São Paulo, Pernambuco, Maranhão, Rio de Janeiro, Paraná e outros, tem sido a grande esperança para esses trabalhadores na busca de um empregos.
A grande arrecadação em Candeias, que é oriunda das indústrias e do comércio, não tem desenvolvido benefícios para o próprio município, onde, até os dias de hoje, desde a emancipação política do município, é notório em Candeias uma grande crise de saneamento básico, educação, saúde, e muitas outras carências existentes nesse pedaço de chão da região metropolitana, levando os moradores do município a suprirem as suas necessidades na capital salvador e em outras cidades mais próximas e, por incrível que pareça, cidades do interior que tem uma arrecadação bem inferior comparando com a arrecadação de Candeias;  essas cidades também atendem aos candeenses que tem buscado auxílio médico e educação.
O município de Candeias é um município que tem se tornado uma propriedade exclusiva de duas classes que predominam acima dos moradores, e essas duas classes são compostas de políticos e de grandes empresários, é como se o município não fosse do povo; é como se o povo não conseguisse usufruir do próprio município, além de receberem a mais degradante contaminação química através do ar e dos ambientes hídricos naturais, contando também com a grande incompetência administrativa, que predomina desde 1958, refletindo Candeias como um município com índice de extrema pobreza, sendo bastante visível por aqueles migram para a cidade, notando uma grande carência de educação, saúde e saneamento.
O Crescimento industrial e Populacional da Cidade
O processo de desenvolvimento industrial contribuiu consideravelmente para o crescimento populacional desordenado. E, graças a esse grande fluxo, as cidades foram crescendo, tornando-se metrópoles, mas esse crescimento não se deu de forma sustentável, pois grande parte das
construções foi realizada às pressas e em áreas consideradas inabitáveis, desrespeitando a lei e prejudicando, dessa forma, a sociedade como um todo, em especial o meio ambiente. Sendo assim, tendo em vista a situação caótica em que as cidades se encontram atualmente, se faz necessária uma atuação mais efetiva do Estado, bem como uma participação mais ativa dos cidadãos.
A industrialização foi o fator responsável pelo crescimento populacional de Candeias, onde o censo do IBGE do ano de 1960 revelava um número de 18.143 habitantes, sendo a maioria residentes da zona urbana, onde, após uma década, esse número quase dobrou, chegando a mais ou menos 34.000 habitantes, onde a cada ano o número de moradores vinha aumentando na cidade, contando com um grande número de pessoas vindas da cidade de Maragojipe, onde nos dias de hoje, o número de maragojipanos é um número considerável dentre os moradores de Candeias.
Com a geração de novas indústrias em Candeias, após a criação da Refinaria, os ares do município e a rotina dos moradores vinham se modificando dia após dia, e inicialmente muitos estavam empolgados pelo fato de a industrialização beneficiá-los com uma mão de obra nunca vistas na cidade, onde, moradores dos interiores, a exemplo de:Maragojipe, Coração de Maria, Conceição da Feira, São Gonçalo dos Campos, e outras cidades, deixaram os trabalhos no campo para vim à Candeias em busca de  novas oportunidades de trabalho, e, quando eram beneficiados com o trabalho na RLAM , chegavam a receber um salário de 5 vezes mais de que recebiam com os trabalhos nas suas lavouras, e assim, aproveitavam essas novas oportunidades para se acomodarem em Candeias, juntamente com suas famílias, e, desse modo, o município vinha crescendo em número de habitantes e obtendo uma grande expansão na área da economia.

Primeira indústria Petroquímica do Estado da Bahia 
A contaminação do meio ambiente a partir dos efeitos antrópicos, em especial dos poluentes gerados pelo desenvolvimento industrial e pela superpopulação, vem sendo considerada, nos últimos anos, um dos problemas mais críticos e merecedores de estudos.
 No Brasil a industrialização ocorreu como forma de viabilizar o desenvolvimento da economia, via substituição de importações, porém, pouco se falou de critérios ambientais ou mesmo planejamento urbano a fim de evitar problemas futuros, pois havia um projeto bastante audacioso de se transferir além das novas técnicas, os modelos de exploração de matéria-prima e conseqüentemente seu
uso intensivo. Este por sua vez, acabou degradando áreas inteiras para suprir as novas necessidades da indústria.
Após a RLAM, surge a primeira indústria petroquímica em Candeias, a CCC (Companhia de Carbonos Coloidais ), em janeiro de 1960, sendo que, essa indústria, foi a primeira indústria petroquímica do estado da Bahia, e ali era fabricado o negro do fumo, um material usado para a fabricação de pneus, e foi essa indústria umas das maiores poluidoras da região de Candeias, onde, moradores que residiam próximo a essa petroquímica, incomodados com a poluição, foram obrigados a venderem as suas casas e fugirem da poluição provocada pela CCC, a exemplo dos moradores dos bairros de Nova Brasília e Pitanga.

A Poluição do Ar e dos Rios em Candeias
A poluição gerada nas cidades de hoje são resultado, principalmente, da queima de combustíveis fósseis como, por exemplo, carvão mineral e derivados do petróleo ( gasolina e diesel ). A queima destes produtos tem lançado uma grande quantidade de monóxido de carbono e dióxido de carbono (gás carbônico) na atmosfera. Estes dois combustíveis são responsáveis pela geração de energia que  alimenta os setores industrial, elétrico e de transportes de grande parte das economias do mundo. Por isso, deixá-los de lado atualmente é extremamente difícil.
Esta poluição tem gerado diversos problemas nos grandes centros urbanos, a exemplo das doenças respiratórias como a bronquite, rinite alérgica, alergias e asma, que levam milhares de pessoas aos hospitais todos os anos. Fruto desta poluição, a chuva ácida mata plantas, animais e vai corroendo, com o tempo, monumentos históricos.  A poluição também tem prejudicado os ecossistemas, onde a saúde do ser humano, por exemplo, é a mais afetada com a poluição.
O clima também é afetado pela poluição do ar. O fenômeno do efeito estufa está aumentando a temperatura em nosso planeta. Ele ocorre da seguinte forma: os gases poluentes formam uma camada de poluição na atmosfera, bloqueando a dissipação do calor. Desta forma, o calor fica concentrado na atmosfera, provocando mudanças climáticas. Futuramente, pesquisadores afirmam que poderemos ter a elevação do nível de água dos oceanos, provocando o alagamento de ilhas e cidades litorâneas. Muitas espécies animais poderão ser extintas e tufões e maremotos poderão ocorrer com mais freqüência.
Como podemos observar no título anterior dessa postagem, a Companhia de Carbonos Coloidais foi a primeira indústria degradante do ar em Candeias.  Atualmente estão em construção em Candeias, em área industrial próxima ao porto de Aratu, mais 4 (quatro) usinas termelétricas do grupo Bertin (EMC2), com capacidade de gerar 1.000 megawatts (MW). De acordo com o relatório de fiscalização da Aneel, a localização dos projetos por parte do grupo Bertin (EMC2), teve razões estratégicas de logística.
Baseado nos estudos da ambientalista Kátia Góes Macêdo de Oliveira em junho de 2012, a região de Candeias ainda caracteriza-se por um intenso fluxo de transportes de carga (veículos automotores movidos a Diesel); atividades que acabam por interferir negativamente na qualidade do ar do município.
Atualmente estão em construção em Candeias, em área industrial próxima aoporto de Aratu, mais 4 (quatro) usinas termelétricas do grupo Bertin (EMC2), com capacidade de gerar 1.000 megawatts (MW). De acordo com o relatório de fiscalização da Aneel, a localização dos projetos por parte do grupo Bertin (EMC2), teve razões estratégicas de logística.
Não obstante o quadro acima, a região de Candeias ainda caracteriza-se porum intenso fluxo de transportes de carga (veículos automotores movidos a Diesel); atividades que acabam por interferir negativamente na qualidade do ar do município.
A Poluição atmosférica do município de Candeias é um problema recorrente. Segundo o Ministério Público do Estado da Bahia, no “Ementário de Procedimentos Ministeriais das Promotorias de Meio Ambiente”, elaborado em 2009 pelo CEAMA – Centro de Apoio operacional as Promotorias de Justiça do Meio Ambiente, existiu uma Portaria classificada como item (g) Poluição Atmosférica (MP-Ba, 2010), envolvendo o município de Candeias:
-Portaria n° 20/2009 / Emissão de produtos químicos na atmosfera pela empresa.... 3ª promotoria de Justiça da Comarca de Candeias.
O exemplo acima é somente um dos vários a que o município de Candeias está sujeito devido à intensa atividade industrial em seu entorno e a corroboração dos problemas sentidos pela população, que com frequência reclama das condições da qualidade do ar na região; como o episódio ocorrido em 30/06/2009, conforme reportagem dos Jornais “A TARDE” e “Correio da Bahia”, mostradas a seguir:
-Jornal “A TARDE: Moradores de Candeias protestam pelas ruas da cidade na manhã desta terça-feira, 30, contra a poluição do ar causada
por empresas da região. De acordo com os manifestantes, uma mulher morreu nesta segunda-feira, 29, com problemas respiratórios e há
suspeita que a doença seja conseqüência da má qualidade do ar da cidade, de acordo com o coordenador do Comitê de Cidadania, Manoel Amorim.”(30/06/2009).
-Jornal “Correio da Bahia” estampou também em (30/06/2009)a seguinte manchete: “Candeias Poluída: Revoltados com a poluição, os
moradores fizeram manifestação na rodovia BA-522 que corta a cidade.
Moradores aposentados e donas de casa pronunciaram-se, explicando os problemas respiratórios sofridos por eles e seus filhos”. 
Reportagem do Jornal Correio da Bahia: Poluição Atmosférica em Candeias-BA 30.06.09
A reclamação dos moradores tem fundamento. Em um trabalho realizado pela Consultoria Santê (SALES, 2009) e técnicos da AMA – Área de Meio Ambiente do Senai-Cetind–Bahia,de Março a Setembro de 2009; foram colhidos e posteriormente sistematizados os dados de Saúde da região de Candeias entre 2005-2009. O estudo foi feito a partir de bases de dados institucionais, DATASUS e IBGE, como também por meio de dados de atendimento gerados pelas equipes do Programa de Agentes Comunitários de Saúde - PACS e Programa de Saúde da Família -PSF.
Também agravos gerais foram registrados pelas Unidades de Saúde do Município, fornecidos devidamente pela Secretaria de Saúde de Candeias.
Verificou-se com o estudo acima, que “..Tal como o perfil epidemiológico do País, o município de Candeias retrata agravos ligados a doenças crônicas não transmissíveis - DNT, a exemplo da Hipertensão Arterial, Diabetes e Câncer e agravos relacionados a condições socioeconômicas desfavoráveis, como precárias condições de saneamento básico. Em relação a morbidade hospitalar de Candeias no ano de 2007, as principais causas de internação hospitalar foram parto e puerpério, doenças do aparelho respiratório e doenças do aparelho digestivo 32,7%, 10,6% e 9,3%, respectivamente.” (Tabela 1).
“Entre as crianças de 0 a 9 anos, observou-se uma maior prevalência de internações por problemas respiratórios. Ao se comparar esse perfil com a
morbidade hospitalar por doenças respiratórias em crianças de 0 a 9 anos em municípios vizinhos, a exemplo de São Francisco do Conde (Tabela 2) e Santo Antônio de Jesus (Tabela 3) identifica-se que Candeias supera os demais, embora o município de São Francisco do Conde mantenha percentuais de internação por doenças respiratórias similares”
A população infanto-juvenil em Candeias apresentou uma prevalência significativa de internações por doenças infecto-parasitárias. Verifica-se ainda que entre jovens de 15 a 19 anos, período onde se vivencia a adolescência, as internações por gravidez, "parto e puerpério" foram significativamente frequentes.
Entre as pessoas acima de 49 anos houve uma maior prevalência de internações por doenças do aparelho circulatório.
Observa-se que problemas respiratórios ocupam o 2º lugar da morbidade hospitalar de Candeias, perdendo apenas para “parto e puerpério”. Entretanto não estudou-se quais os problemas e enfermidades que levam “parto e puerpério” para o primeiro lugar; os quais podem estar relacionados também as afecções respiratórias; aumentando ainda mais a gravidade deste problema de saúde.
Fica claro que um controle sobre as empresas já instaladas e as que venham a se instalar no município de Candeias, no que tange à gestão ambiental merece maior atenção por parte do poder municipal e órgãos fiscalizadores, principalmente em relação às exigências de monitoramento das emissões nas condicionantes das licenças ambientais.
Estudos realizados no município de Candeias demonstram a presença de alguns contaminantes químicos atmosféricos, em alguns momentos, em níveis dezenas de vezes maiores do que na cidade de Salvador. Os diferentes trabalhos em anos pretéritos confirmam que a qualidade do ar deste município é muito pior do que outras cidades localizadas em outros sítios considerados contaminados.
A consequência deste fato fica evidente nos diversos episódios de poluição atmosférica que geram transtornos para a saúde da população.
Além do parque industrial já existente, novas empresas vêm se instalando na região, portanto é necessário que se conheça o perfil destes poluentes gerados e as condicionantes das licenças ambientais relacionadas as emissões atmosféricas de fontes fixas que estão sendo impostas às empresas, buscando correlacionar com as alterações da qualidade do ar daquela região.
A Metacril, atual Proquigel, que está vinculada ao grupo Unigel, foi uma das maiores poluidoras da cidade de Candeias até as décadas passadas, e por volta dos anos 90, o surto de doenças respiratórias eram graves e constantes por aqui, onde a saúde de muitos era debilitada devido a poluição, colaborando para a morte de muitos.
Adultos e crianças sentiam os impactos oriundos dessa empresa, onde o mau cheiro exalado pela Metacril se tornava em momentos aterrorizantes para os candeeses, e até mesmo, quem morava nos distritos e cidades vizinhas sentiam o forte odor.
Não foi apenas esse tipo de crime ambiental que a empresa Proquigel provocou em Candeias. segundo a fonte do Jornal Bahia Notícias do dia 05 de Setembro de 2009, a empresa foi responsabilizada  pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA) por ter causado a morte de aproximadamente três toneladas de peixes em Candeias, no último dia 21 de agosto do mesmo ano. De acordo com o relatório divulgado pelo órgão, uma quantidade excessiva de Cianeto foi detectada na avaliação das águas da região do desastre. O máximo permitido é de 0,2 miligramas por litro, mas as amostras continham 83,4 mg/l. O laudo apontou ainda que outras duas substâncias tóxicas foram encontradas no mar: Fenol e Clorofórmio, ambas com concentração pouco superior ao limite estabelecido. A legislação prevê que, por causa da contaminação, a Proquigel pode responder por crime ambiental. de acordo com a fonte do Jornal A Tarde do dia 24/08/2009, Um operário de uma empresa prestadora de serviços da Proquigel, que pediu anonimato, disse que a morte dos peixes poderia estar relacionada com três novas unidades que estão sendo montadas naquela empresa. Ele disse que uma delas começou a operar na semana passada na produção de sulfato e que pode ter ocorrido alguma manobra inadequada. Saiba Mais
Crimes ambientais oriundos oriundos dessas empresas são conhecidos em nossa região. De acordo com as fontes da folha do Jornal A Tarde do dia 22/09/2009, milhares de peixes de pelo menos 20 espécies apareceram mortos às margens do Rio São Paulinho e próximo ao distrito de Passé, em Candeias. Carapebas, vermelhos, peixes voadores, baiacús, tainhas, cabeçudos, linguados, bom nomes, e outras tantas espécies se estendiam pelas águas e margens do mangue. Uma raia de mais de 20 kilos, prenha, foi encontrada morta pelos moradores. Pescadores locais afirmam que a mortandade teve início por volta das 9 horas da manhã de sexta-feira, dia 21 de agosto de 2009, em uma região próxima a dois canos de despejo de resíduos das empresas Dow Química e Proquigél. Técnicos do Instituto do Meio Ambiente estiveram no local no dia do ocorrido e colheram material em seis espécies de peixes para investigar a causa do incidente. O incidente provocou em apenas um dia a mortandade de: 10.000 kilos de peixes de diversas espécies. A Reportagem do Jornal A Tarde percorreu a região de barco na manhã do dia seguinte e constatou que duas marés de enchente e duas de vazante depois do início da mortandade havia peixes mortos em mais de oito quilômetros de extensão, atingindo não só a comunidade de Passé, mas também a de ilha dos Frades e Madre de Deus. O incidente acontece na região quatro meses depois que um derramamento de óleo deixou centenas de pescadores sem trabalho nem fonte de sustento. Naquela ocasião, houve redução de cerca de 70% da pesca, relatou os Moradores da Região de Passé. Na Época, O Instituto do Meio Ambiente, (IMA, informou por meio de sua assessoria, que recebeu a denúncia às 14 horas do dia 21 de agosto de 2009 e enviou dois técnicos ao local que colheram amostras de água e peixes para análise laboratorial no Senai/SETN. De antemão, a empresa descartou o derramamento de óleo como causa do incidente. Essa não é a primeira vez que aparecem peixes mortos nesta região,  não sabemos o porquê de algumas providências não terem sidos tomadas de imediato, mas, moradores de Candeias sofrem com esses  prejuízos causados no mar. Quatro meses antes desse fato ocorrido no São Paulinho, os moradores de Caípe passaram pela mesma situação com outro derramamento de óleo nesse mesmo ano de 2009, prejudicando as atividades de pesca de várias regiões próximas, a exemplo de Coqueiro Grande, Passé, ilha de Maré e Madre de Deus.
Impactos como esses vem acontecendo com com frequências em nossas áreas pesqueiras, onde as cidades vizinhas a Candeias também enfrentam as mesmas dificuldades. Mais adiante, em área pesqueira da praia de Caípe, no município de São Francisco do Conde, pescadores e marisqueiros perceberam um novo acontecimento, e afirmaram que no dia 01 de novembro de 2012, um vazamento de óleo da Refinaria Landulpho Alves se espalhou pelo mar e atingiu parte da costa. 
Segundo a marisqueira Neilda dos Santos, o vazamento foi detectado por volta das 17 horas do dia 01/11/2012, foi quando alguns pescadores detectaram as manchas de óleo sobre o mar. 
Após a vazante da maré, percebeu-se o resultado do desastre ambiental, enormes manchas de óleo estendida sobre a areia da praia da região, e na época, a Petrobras confirmou o vazamento de óleo na região. 
segundo informações do Comando do 2º Distrito Naval. A estimativa é de que o volume derramado seja de aproximadamente 0,13 m³. Segundo a empresa, o vazamento teve provável origem em um dos dutos que ligam as instalações da Refinaria Landulpho Alves ao Terminal de Madre de Deus. De acordo com a nota enviada pela Marinha, logo que informada da situação, entrou em contato com a Refinaria Landulpho Alves, da Petrobras, localizada nas proximidades da área do derramamento, e com o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema) e uma equipe foi enviada a Caípe para identificar o local e a extensão da mancha. 
Em abril de 2009, cerca de 2,32 m³ de óleo foram derramados, o que teria formado uma mancha de 200mx50m no mar nas localidades de Caípe e Madre de Deus. Uma falha no bombeamento de um produto foi apontada como a causa do vazamento. Casos semelhantes a esses são constantes em nossos litorais. 
Poluição Atmosférica invade Candeias
No dia 02 de Abril de 2017, um novo caso de poluição atmosférica invade Candeias, onde, moradores viveram momentos de agonia com um forte odor que exalava na cidade na noite deste dia. Cidades circunvizinhas também sofreram com os efeitos da poluição, a exemplo dos municípios de Madre de Deus, São Francisco do Conde, Santo Amaro, Camaçari, Ilha de Maré, Bom Jesus e Paramana. Segundo a reportagem exibida pela Baiana FMEmissora de rádio de Candeiaso mau cheiro foi oriundo da Refinaria Landulpho Alves, onde moradores se queixavam de dores de cabeça, irritação nos olhos e enjoo. A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente de Madre de Deus informou que já enviou uma equipe de fiscalização para a empresa e, que até o momento, as medidas administrativas estão sendo tomadas. Já a Secretaria de Meio Ambiente de Candeias disse que irá solicitar da empresa uma estação de monitoramento do ar dentro do município. Após a denúncia, a Secretaria de Meio Ambiente de São Francisco do Conde fez  também vistoria no local.
De acordo com as pesquisas de Andrade, o químico que anos atrás conduziu uma avaliação da qualidade do ar na baía de Todos os Santos, chamada de Kirimurê pelos Tupinambá que habitavam a região antes da chegada dos europeus, seu grupo instalou estações medidoras de poluentes em três pontos: na rodoviária da Lapa, um movimentado terminal de ônibus no centro de Salvador; no porto de Aratu, onde há intenso transporte de cargas e minérios; e em Bananeira, uma vila de pescadores com cerca de mil habitantes na ilha de Maré. O resultado, de certo modo, surpreendeu. O ar da rodoviária era o mais poluído, como alguns já imaginavam. Mas não se esperava que o ar em Bananeira pudesse ser quase tão ruim quanto o do porto de Aratu, distante cinco quilômetros. “Em algumas horas do dia, é como se os moradores de Bananeira estivessem dentro do porto”, disse Andrade, apontando para um conjunto de casas entre plantações de banana, enquanto conduzia o barco pelo canal que separa a ilha de Maré do porto.

Além de medir os níveis de contaminantes de forma sistemática e a longo prazo, os pesquisadores tentam compreender a dinâmica de transporte e destino dos contaminantes na baía e o impacto sobre os organismos vivos. 
A Termelétrica
Quando se fala em termelétrica, já lembramos dos famosos e degradantes gases lançados, sendo maioria desses causadores do efeito estufa. Próximo aos nossos distritos e comunidades pesqueiras, está implantada a Candeias Energia, uma empresa geradora de energia termoelétrica e movida a diesel, construída numa área onde os ventos predominantes trazem o contaminante das chaminés para os mangues e rios de Caboto, Madeira, Passé, até chegar na mais degradada ilha de Maré, além de atingir também toda a população, e o pior, é uma termelétrica construída às margens de uma Represa bem conhecida aqui em Candeias, a Represa Jacarecanga. Os rios, ou cursos fluviais, sempre foram, e são até hoje, um dos mais importantes recursos para a sobrevivência da humanidade. São eles que nos fornecem grande parte da água que consumimos, que usamos para produzir nossos alimentos, de que necessitamos para nossa higiene e que utilizamos para irrigar o solo das áreas agrícolas; Agora, imagina toda essa água poluída? como reagiria o nosso corpo ao utilizar essa água contaminada? que é o caso de várias famílias que residem às margens dessa represa.
Uma outra termelétrica, no tamanho três vezes maior que a existente, está sendo construída na mesma área (com a crise a obra está parada), mas, essa será ainda mais agravante ao meio ambiente, pois, será movida a óleo Mf380, o mesmo utilizado em máquinas de navios  e muito mais poluente. Os ventos predominantes sopram no quadrante NE, L e SE. Jamais uma termelétrica poderia ser licenciada nesta região, e não sabemos ao certo como sucedeu a instalação da mesma. As famílias da ilha de Maré (Salvador) e regiões vizinhas, como a exemplo dos pescadores de Candeias, Simões Filho, São Francisco do Conde, estão vulneráveis a sofrerem as consequências que podem causas essas termelétricas, e contando também com um outro grande poluente chamado Porto de Aratu, que fica também próximo À termelétrica e as comunidades pesqueiras de Caboto e ilha de Maré.
Antes mesmo da construção dessa Termelétrica, no dia 06 de Outubro de 2011, pela manhã, Cerca de 300 pescadores ligados a comunidades quilombolas de Candeias e Salvador protestaram na rodovia BA-521, em frente ao Porto de Aratu, contra a construção dessa usina termoelétrica na região. Eles denunciam que as obras foram iniciadas sem licença ambiental e sem consulta à comunidade.
Em ato de protesto, os manifestantes bloquearam as duas vias de acesso à rodovia, com pneus queimados, o que deixou o tráfego complicado no local. No entanto, com uma hora e meia de protestos, eles liberaram a pista e se concentraram em frente às obras da termoelétrica, segundo informou a Polícia Rodoviária Estadual (PRE-BA).
Para a pescadora Marizelia Lopes, liderança em uma comunidade de pescadores, o principal problema da construção da termoelétrica é a agressão ao meio ambiente e as consequências que trará às comunidades. Segundo ela, não há qualquer sinalização indicando o tipo de construção, o valor investido ou os responsáveis pela obra.
As comunidades ligadas ao protesto chamam a atenção para o não cumprimento de normas de licença ambiental por parte dos responsáveis pela usina. Segundo Marizelia, a Constituição Estadual determina que construções deste tipo devem ser feitas a uma distância mínima de 30 km do litoral ou de comunidades. “A comunidade mais distante fica a 7 km do terreno e a que eu moro, a apenas 2 km”, denunciou.
Lideranças da Pastoral da Terra e de comunidades dos locais, que participam da organização do protesto, se dirigiram ao Ministério Público de Candeias na manhã de hoje e tentam conversar com a Promotoria para tentar embargar as obras da usina.
Anos depois, por volta do mês de Março do ano de 2017,A Secretaria de Meio Ambiente do município de Candeias recebeu uma denúncia contra a empresa Candeias Energia por crime ambiental, foi quando moradores do distrito de Madeira, em Candeias, fizeram a denúncia, onde a termelétrica foi multada pela prefeitura que detectou a presença de agentes poluentes no local. O episódio ganhou notoriedade no município, como um dos maiores acidentes ambientais ocorrido na região.

Sobre as Termelétricas
Segundo o Dr. Roberto Naime, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em Geologia Ambiental, no uso de usinas termelétricas são lançados gases na atmosfera e ocorre o despejo água quente no meio ambiente.
O maior impacto ambiental produzido pelas termoelétricas são os gases, muitos deles de efeito estufa. São produzidos óxidos e dióxidos de enxofre, óxidos de nitrogênio, monóxido e dióxido de carbono, outros gases e particulados.
Também existe a geração de hidrocarbonetos. Os óxidos de nitrogênio são formadores de ozônio de baixa altitude, prejudiciais à saúde. A poluição causa problemas respiratórios, como infecções dos brônquios e doenças pulmonares.
Os gases produzidos são vários, muitos deles com emissão amplamente combatida atualmente como o dióxido de carbono e o gás carbônico. A queima do carvão produz também o monóxido de carbono e carbono puro, que são lançados na atmosfera, contribuindo para o aumento do efeito-estufa e piorando a qualidade do ar.

A Baía de Aratu Vitimada Pelo Movimento Portuário
As atividades portuárias devem ser desenvolvidas em harmonia com a vida dos habitantes da cidade no entorno dos portos, porém, indústrias e portos disputam espaços remanescentes junto aos canais, com implicações igualmente nefastas para o ambiente estuarino, gerando assim motivos de preocupações por parte das comunidades quilombolas que residem às margens dos rios, ilhas e praias existentes nesses entornos. É difícil encontrar nos oceanos um lugar livre dessa poluição, não importa quão remoto ele esteja.
Se as indústrias existentes em Candeias continuarem nesse ritmo de obras, em pouco tempo, a nossa baía entrará em estado de calamidade com prejuízos ambientais de modo irreversível, e, onde peixes, crustáceos e moluscos, desaparecerão dos nossos manguezais em pouco tempo, e os nossos rios estarão poluídos e degradados pelos produtos químicos que algumas dessas indústrias despejam em volta de nosso estuário, sendo o movimento portuário um dos principais poluentes da região de Candeias. Os danos ambientais gerados nas águas da baía de Aratu aparecem de forma tão visíveis que, até mesmo, turistas que fazem passeios náuticos na região de Candeias e ilha de maré percebem com clareza esses danos causados nas águas; manchas de óleo no mar tem fracassado o banho de muitos visitantes que chegam no local com o objetivo de desfrutar o que há de bom em nossa cidade, mas, infelizmente, esses passeios tem sido frustrados pelos desastres ambientais oriundos dessas empresas por meio de navios, tubulações e da poluição atmosférica.
Em dezembro de 2013, o navio Golden Miller, com bandeira das Barramas, carregado de gás propeno no píer de uma área do Porto de Aratu, explodiu, causando uma enorme degradação em nossas praias. Prainha da Boca do Rio, Caboto, ilha de Maré, Passé, Caípe, Madre de Deus, ilha dos Frades, e outras localidades próximas foram afetadas pelas 500.000 toneladas de óleo que vazaram do tanque do navio; banhistas e pescadores deixaram a praia por motivo da degradação causada, onde, o Navio Golden Miller saiu da Bahia como se nada estivesse acontecido, não carregando responsabilidades, e como sempre, moradores das localidades próximas ao porto não receberam as mínimas satisfações do fato ocorrido. Após a explosão, no dia seguinte, crustáceos apareceram mortos na região de Bananeira, em ilha de Maré, manguezais cobertos de óleo e um forte odor que deixou pessoas com ânsias de vômitos e o pior, com o barulho da explosão, moradores da ilha de Maré queixavam-se de dores de cabeça e dores no ouvido devido ao forte impacto causado pela explosão do Navio, contando ainda com rachaduras que aconteceram em algumas residências devido ao impacto da explosão. Segundo a marisqueira Rejane Lopes, 23 anos, além do susto, os moradores ainda sofrem com o efeito da fumaça e do gás. Ainda conforme ela, muitas pessoas passaram a noite sentido dor de cabeça e náusea. "Os principais prejudicados são as crianças", afirmou Rejane. Veja a seguir a reportagem exibida pela TV Globo Bahia.
A Ampliação do porto de aratu é um crime contra o maior patrimônio ambiental de Candeias, e, mesmo que o porto de aratu  tenha sido construído numa área indevida, ou seja, em uma área de maior produtividade pesqueira da BTS, empresários insistem em elaborar projetos para a ampliação desse porto, onde sabemos que as operações portuárias na cidade tem colaborado para a contaminação das águas e dos crustáceos em nossa região, onde metais pesados tem vitimado a vida marinha que servem como fonte de alimentação para muitas famílias que vivem em torno desse canal, ou seja, distritos de Candeias, ilhas da capital Salvador e até mesmo a regiões da cidade de São Francisco do Conde chamadas de Coqueiro Grande e Caípe.
 Após o derramamento de óleo causado pelo navio Golden Miller, manifestantes que residiam nas áreas pesqueiras de ilha de Maré protestaram, fechando entrada do Porto, onde reivindicaram os devidos esclarecimentos pelo fato ocorrido, pedindo também o reparo pelos danos ambientais causados pela explosão, no dia em que aconteceu a explosão do navio, bóias de contenção de óleo foram instaladas em volta do navio para que o óleo não se espalhasse pela Baía de Todos os Santos, após o acontecido, sendo que a ação realizada não foi o suficiente para evitar que o óleo se espalhasse e atingisse toda a ilha de Maré e regiao de Candeias, provocando a contaminação da agua, do solo, dos manguezais e dos crustáceos, onde muitos desses apareceram mortos algumas horas depois do óleo ter se espalhado, e além desses desastres, algumas residências dos moradores da ilha apareceram com rachaduras, outros, com o impacto, se queixavam de dores no ouvido devido ao forte impacto da explosão, e pessoas que foram levadas ao hospital ao passarem mal.
Por trás do projeto que ameaça degradar a baía de Aratu, existe também o apoio da força política, onde isso aumentaria os danos ambientais no futuro, prejudicando a saúde humana e fazendo dissipar a vida marinha existente na baía de Aratu e em toda a região dos manguezais de Candeias e ilha de Maré. Saiba quem está por trás desse projeto que ameaça a nossa baía clicando Aqui
De acordo com as fontes do site de notícias Bocão News do mês de março de 2016, diversas empresas que foram acusadas de poluição ambiental, instaladas no Estado da Bahia, estão na mira do Ministério Público da Bahia. No ano de 2016 houve uma denúncia feita pelo Grupo Ecológico Amigos da Onça (ONG GEAMO). Segundo a ONG, estão entre as instituições a Cristal, QNG Química Geral do Nordeste S/A e Polo Petroquímico, localizados em Camaçari, GERDAU – USIBA (Usina Siderúrgica da Bahia) e Vale Ferro Manganês, em Simões Filho, Ferbasa (CIA de Ferro Ligas da Bahia), em Pojuca, e Companhia de Carbonos Coloidais (CCC), atual grupo Atalla, em Candeias.
“Causa espanto e perplexidade ver que, contrariando a Legislação Ambiental, as empresas utilizam o meio ambiente como caixa de depósitos para substâncias extremamente perigosas para a vida humana, animal e vegetal.
Devido ao acelerado processo de industrialização ocorrido na região de Candeias, existe uma presença acentuada no solo e nas águas de oito contaminantes: arsénio, cádmio, chumbo, cobre, cromo, ferro, mercúrio e zinco; vários tipos de cancro têm aqui uma incidência muito superior à média e começam a atingir os mais jovens.
Diante da tamanha agressão que presenciamos dia após dia em nossos mares, a vida marinha insiste em viver e lutar pelo seu território; peixes, crustáceos, pássaros, mangues, corais, e outros que sofrem as consequências desse processo que ocupa territórios alheios e ilegais, onde o resultado de tudo isso prevê um futuro sem peixe, sem pássaros e sem natureza.
O constante desmatamento e a poluição de fábricas e indústrias, que estragam os rios e o ar, refletem de forma negativa não só no meio ambiente, mas também na saúde da população. As pessoas sofrem com problemas alérgicos e respiratórios, e até algumas doenças mais graves têm o seu início atribuído à poluição. É importante que o homem comece a preservar o meio ambiente, que se conscientize que temos que frear todo o mal feito para a natureza antes que seja tarde demais.
A preservação ambiental pode começar em casa com pequenos gestos, como evitar o desperdício de água, ter cuidado em separar o lixo e procurar direcionar tudo aquilo que for possível reciclar, bem como evitar o uso de produtos que nascem de indústrias muito poluentes e sem compromisso com a preservação ambiental.
A contaminação do meio ambiente a partir dos efeitos antrópicos, em especial dos poluentes gerados pelo desenvolvimento industrial e pela superpopulação, vem sendo considerada, nos últimos anos, um dos problemas mais críticos e merecedores de estudos.
No Brasil, a industrialização ocorreu como uma forma de possibilitar o desenvolvimento da economia, porém, pouco se tem falado em critérios ambientais, ou mesmo planejamento urbano a fim de evitar problemas futuros e, em Candeias, vemos o fracasso nos dias de hoje e um resultado devastador oriundo da falta de planejamento por parte das indústrias instaladas no município, ou seja, por falta de uma consciência ambiental pois, boa parte das empresas que se instalaram em nosso município ocuparam áreas próximas a reservas ambientais, tais como: Rios, mares, reservas de matas, e outros.
Conclusão
O Nosso objetivo é o de protestar contra atos maliciosos que degradam os ambientes naturais da nossa cidade independente de onde venham, humanos, empresas ou órgãos públicos. Bem sabemos que, se a natureza for extinta da face da terra, não mais haverá a vida, portanto, preservem as nossas riquezas naturais e valorizem o planeta terra.

Fontes de Pesquisas
Jornal A Tarde, Baiana FM, Bahia Notícias, Candeiasbahia.net, Jornal Correio da Bahia, Bocão News,  Ecodebate, Kátia Góes Macêdo de Oliveira e Márcio Maciel.